A agência de notação financeira Standard & Poor’s decidiu manter o ‘rating’ de ‘lixo’ de Angola e a perspectiva de evolução negativa para os próximos 18 meses, apesar da previsível subida dos preços do petróleo.

“Consideramos que a economia de Angola continua fraca e que os défices externo e orçamental continuam relativamente elevados, devido ao abrandamento do crescimento económico que resulta do ambiente dos preços do petróleo relativamente baixos”, lê-se numa nota enviada aos investidores.

No documento, a S&P estima que a economia angolana, que tem a classificação de ‘B’, abaixo da linha de investimento (‘junk’ ou ‘lixo’, como é geralmente referido], tenha crescido 0,5% no ano passado e que acelere para 1,4% este ano, um valor insuficiente para melhorar a perspetciva de evolução.

“O ‘outlook’ negativo reflecte a nossa preocupação sobre os défices externo e orçamental demasiadamente elevados, que podem exceder as nossas actuais previsões, especialmente se o governo aumentar as despesas mais rapidamente do que a subida nas receitas petrolíferas”, escrevem os analistas.

A S&P reviu também a perspectiva para o défice orçamental do ano passado, antecipando agora uma ligeira melhoria, de 5,5% para 5% “devido a um controlo da despesa mais forte” do que o antecipado por estes analistas em Agosto.

O défice para este ano, que o Governo antecipa ir ficar nos 5%, tem margem para “acomodar as despesas relacionadas com as eleições de Agosto”, mas estes valores deverão ir descendo para cerca de 2% até ao final de 2020, segundo a S&P.

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