Com gestão mista TAAG-Emirates, desde 2015, a companhia aérea angolana de bandeira persegue a excelência com propósito de se tornar referência continental. Maximizar os seus rendimentos e reduzir os custos operacionais constam das suas prioridades

A Companhia aérea de bandeira nacional anunciou resultados considervelamente melhores no ano de 2016, se comparados ao ano anterior de 2015.

A TAAG refere, em comunicado, que em 2016, ano integralmente operado sob o Acordo de Concessão de Gestão entre a Emirates e o Governo de Angola, os prejuízos foram reduzidos de forma considerável, de 175 milhões de dólares norte- americanos para 5 milhões de dólares norte-americanos, anunciou o Conselho de Administração da empresa pública, no final de uma reunião que teve lugar ontem, em Luanda.

As contas auditadas pela Ernst and Young de Janeiro a Dezembro de 2016 foram aprovadas pelo Conselho de Administração, que ontem reuniu-se, na sede da empresa. O Presidente do Conselho– de Administração da TAAG, Peter Hill, afirmou que este resultado é muito positivo para todos, em especial para o Governo de Angola, o único accionista da TAAG.

“Desde que chegamos em Setembro de 2015, a minha equipa e eu concentramo-nos em eliminar custos desnecessários, melhorando a nossa contabilidade e gestão financeira, redesenhando a rede de rotas e horários dos voos e muitas outras tarefas que colectivamente elevaram o desempenho financeiro”, sublinhou.

O gestor principal da TAAG referiu que “efectivamente, não houve a pretensão de reconhecer neste exercício, custos tão elevados que transitaram de exercícios anteriores, estaríamos a apresentar resultados positivos em 2016, numa notável reviravolta que de certeza encontra poucos paralelos no negócio da aviação”, afirmou.

Todavia, reconhece que ainda há muito a fazer, sobretudo em termos de melhorias do serviço ao cliente para se alcançar o nível de “melhor em África”, atraindo assim novos clientes e arrecadando mais receitas.

Referiu ainda que as condições gerais do mercado continuam apresentando muitos desafios, especialmente em Angola mas faremos o nosso melhor para repetir este desempenho em 2017. Sendo assim, Peter Hill entende que existe algum espaço para a redução de custos, assim como vislumbram-se oportunidades para captar fontes de receitas ainda por explorar, na medida em que continuam a melhorar as equipas de planeamento de rede, vendas e comercial.

“A pequena e experiente equipa trazida por mim merece muito do crédito, assim como muitos dos nossos colegas angolanos que têm respondido aos novos desafios e práticas de nível mundial, com entusiamo e vontade de aprender”, reconheceu

Todavia, ressalva que foram obrigados a reduzir o número de funcionários de 3559 para 3268, em Angola, através de reformas planeadas. O gestor refere que êxitos no processo de Refundação têm sido possíveis graças ao apoio do Ministro dos Transportes e muitos outros orgãos da comunidade de aviação em Angola.

Mais aeronaves

A TAAG recebeu dois novos Boeings 777-300 em 2016, passando agora a operar com oito Boeings 777 para longo curso e 5 Boeings 737 para as rotas regionais e domésticas. O comunicado da TAAG avança que a companhia aérea tornou-se líder de mercado, na rota Angola – Portugal e expande o seu negócio de voos de conexão entre a África Austral, Portugal e Brasil.

“A abertura da rota de Maputo, em Moçambique, em Novembro último, contribuiu para este esforço.

A mais recente grelha de horários prevê melhorias nas frequências para São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e voos diários para a Cidade do Cabo, em Outubro”, refere o documento da TAAG que temos vindo a citar. “Ainda persistem muitos obstáculos à nossa frente”, declarou, Peter Hill, “mas o futuro da TAAG é promissor na medida que almejamos tornar a companhia lucrativa antes de 2019, meta original do plano de negócios da Emirates/TAAG e transformá- la numa companhia aérea de que Angola e os Angolanos se possam orgulhar,” augura.

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