O centro de Bruxelas, a capital da Bélgica e também a sede da União Europeia, encontra-se praticamente em estado de sítio com as operações anti-terroristas desencadeadas em diferentes pontos da cidade, em que algumas das principais ruas são patrulhadas por militares.

O aumento para o nível máximo do alerta de terrorismo na Bélgica está relacionado com a alegada presença de Salah Abdeslam no país, tido como co-mentor dos atentados de Paris, constituindo uma ameaça em potencial.

Terá sido, segundo a polícia francesa, um dos homens armados que disparou contra homens e mulheres na noite de sexta-feira 13, em Paris, e que terá alugado o carro que levou os terroristas ao Bataclan, a sala de espectáculos onde os terroristas fizeram dezenas de mortos.

A imprensa avança que a decisão de manter o estado de ‘perigo iminente’ possa ter sido tomada com base nas declarações de um dos suspeitos de envolvimento nos ataques de Paris, amigo de Salah Abdeslam.

Salah Abdeslam terrorista EI

Hamza Attou, preso pelas autoridades belgas, indicou, através do advogado, que Salah pode estar equipado com um cinto suicida. ‘De acordo com o meu cliente, Salah está extremamente descontrolado e pode estar a preparar-se para se fazer explodir’, revelou o causídico a uma televisão belga, conta o Independent.

‘O meu cliente estava muito assustado. Não me falou de armas mas falou de um casaco grande, possivelmente um cinto suicida’, acrescentou, falando sobre a viagem até Bruxelas, desde Paris, com Salah Abdeslam e outro suspeito.

De acordo com a RTL, está uma operação em curso na Grand-Place de Bruxelas. As autoridades já pediram aos habitantes que mantenham as janelas fechadas.

No Twitter, alguns cidadãos vão dando conta do evoluir da situação e escrevem que os ‘clientes dos restaurantes foram convidados a terminar a sua refeição para se agruparem dentro dos estabelecimentos’. Outros dizem que foram escoltados para fora dos restaurantes e que uma das ruas foi fechada.

Os clientes do Hotel Radisson Blu estão impedidos de saír das instalações hoteleiras, cujas portas foram trancadas.

O edifício do grupo de comunicação social flamengo Medialaan, situado em Vilvorde, no Norte de Bruxelas, foi evacuado na tarde deste Domingo pela polícia belga devido a uma possível ameaça, mas as buscas terminaram sem terem sido encontrados objetos suspeitos.

A operação anti-terrorista começou na noite deste Sábado e as autoridades belgas decidiram manter Segunda-feira o estado de alerta máximo na região de Bruxelas, por considerarem que permanece uma ‘ameaça séria e iminente’ de ataques terroristas, anunciou este Domingo o primeiro-ministro belga, Charles Michel.

Deste modo, na Segunda-feira todas as linhas de metro continuarão encerradas e as escolas da região de Bruxelas fechadas, o que se aplica também às universidades e escolas superiores, estando prevista uma nova avaliação da situação da parte da tarde, precisou em conferência de imprensa Charles Michel, que se escusou a adiantar quaisquer dados sobre os ‘diversos inquéritos em curso’.

‘Tudo está a ser feito para que possamos retomar uma vida normal’, garantiu repetidamente o primeiro-ministro.

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