A balança comercial entre Angola e Estados Unidos da América registou uma baixa considerável de USD 20,9 mil milhões em 2008 para os actuais USD 4,1 mil milhões, segundo informou recentemente, em Luanda, o presidente da Câmara de Comércio Americana em Angola (AmCham-Angola), Pedro Godinho.

Pedro Godinho considera que “os momentos difíceis que a economia angolana vive clama por investimentos internos e externos”. Segundo ele, a AmCham-Angola pretende dar a sua contribuição para a atracção de investimentos americanos no país, direccionados para os diversos sectores da economia nacional e criar novos postos de trabalho, assim como a transferência de tecnologia, know-how e recursos financeiros, contribuindo para o esforço da diversificação.

Para o presidente da AmCham- Angola, a atracção destes investimentos passa necessariamente pela promoção das potencialidades do país através do networking desenvolvido pelos membros e organizações afins. As AmCham assentam os seus pilares na promoção das relações educacionais, comerciais, económicas e culturais. “Uma vez que o desenvolvimento de qualquer país passa necessariamente pela potenciação do capital humano, A AmCham-Angola visualiza criar os mecanismos necessários para atracção de instituições do ensino privado americano, desde o ensino básico ao universitário, através de protocolos criados para o efeitos, e a implementação no país de escolas e universidades”, sublinhou.

No domínio cultural, aAmCham- Angola almeja identificar meios de intercâmbio na área da cultura, através da interacção com empresas americanas de promoção cultural, com vista a consolidar as relações entre os dois países. A difusão da língua inglesa a nível nacional é fundamental para a consolidação de parceiras de negócios entre empresas e instituições americanas e angolanas, de acordo com a organização. Segundo a embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola, Helen La Lime, a importância das AmChams pode ser verificada em vários domínios.

Passa por capacitar a comunidade de negócios americana, dando voz ao empresariado, incluindo interagir com o Governo angolano para que as suas preocupações e desafios sejam ultrapassados em conjunto, tornando o empresariado mais forte. Para a diplomata, outro aspecto que demonstra a importância da organização é o facto de a Amcham ser “o porto de acolhimento para novos investidores em Angola, devendo orientar as companhias a navegar neste mercado com sucesso”. “Temos o exemplo de uma companhia americana que reuniu connosco esta semana e pretende investir na energia. É esse tipo de investidores que poderá contar com o apoio desta nova organização”, acrescentou.

Historial de Sucesso das AmChams pelo mundo A primeira AmCham foi criada na França alguns anos antes da primeira guerra mundial.

Com o aumento do comércio entre os dois países houve a necessidade do empresariado americano em ter uma organização formal, capaz de defender os seus interesses junto do governo e de promover o comércio. Os objectivos da criação desta câmara em Angola devem ser idênticos aos da primeira câmara, segundo os preponentes. Existem Amchams em 118 países do mundo, 18 dos quais em África. Angola é o décimo nono país africano a acolher esta poderosa organização.

A Embaixadora dos Estados Unidos recomenda a direcção da AmCham-Angola a colher a experiência das suas congéneres, especialmente em África. As outras congéneres já manifestaram interesse em partilhar experiências com Angola. Alguns desafios não são diferentes, mas existem exemplos de sucesso e com desafios comuns. “Por exemplo, a AmCham do Ghana exprimiu a opinião dos seus membros na aplicação de novos impostos que teriam resultado negativo para o sector privado e para o Estado”, referiu a embaixadora.

Criado 105 anos após a sua criação nos Estados Unidos da América, por iniciativa do então presidente norte-americano, William Howard Taft, a AmCham é uma associação sem fins lucrativos que mantém uma forte interacção com o Congresso americano e a Casa Branca.

Vice Presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos visita Angola

Representantes das AmChams no Ghana e África do Sul já visitaram e demonstraram o seu entusiasmo. Washington DC tem conhecimento desta organização, e tem seguido com interesse o seu desempenho. Para o efeito, o Vice Presidente Sénior da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Scott Eisner, visitará Angola ainda este ano.

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