A União para a Democracia e Progesso Social (UDPS) inumará o seu finado líder Etienne Tshisekedi, falecido em Bruxelas a 1 de Fevereiro último, diante da sede permanente deste partido em Limité (bairro residencial de Kinshasa), indicou Ter.

Desafiando o Governo congolês, Kabuya disse que “vamos ver o que o poder vai fazer-nos”. As obras de escavação da sepultura iniciar-se-ão a partir da próxima semana. Por seu turno, Monsenhor Gérar Mulumba, irmão do defunto, revelou que, por falta dum acordo com o Governo, a família poderá decidir que o enterro definitivo tenha lugar na Bélgica, onde estão ainda depositados os seus restos mortais.

Com efeito, a cidade de Kinshasa, por decisão do seu administrador, André Kimbuta, iniciou obras de construção do Mausoléu de Etienne Tshisekedi no cemitério de Gombé, situado na avenida de 30 de Junho, no centro da cidade de Kinshasa. Porém, esta decisão choca com o alinhamento da UDPS e da família biológica do malogrado, o que poderá ocasionar um braço de ferro entre partidários do líder opositor carismático e as autoridades congolesas, segundo observadores da cena política congolesa.

Poderão acontecer violentos confrontos, particularmente no dia da chegada dos restos mortais de Tshisekedi no aeroporto de Kinshasa, deduzem os mesmos. O Governo congolês anunciou ter assumido os custos das exéquias e, nomeadamente, a cerimónia fúnebre em Kinshasa, sem contudo indicar a data nem o local. O corpo de Tshisekedi encontra-se sem sepultura na Bélgica.

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