Um total de USD 212.682.926,83 foram investidos pelo Governo angolano, na construção de Infra-estruturas Integradas do Lubango, Província da Huíla

O montante vai servir para a construção de vários estruturas sociais, entre eles a reabilitação das estradas primárias e secundárias da cidade do Lubango, bem como a abertura de novas avenidas e a recuperação das redes de drenagem.

Este projecto que vai requalificar a cidade do Lubango, está a ser desenvolvido pelos Ministérios do Urbanismo e Habitação, e das Finanças.

Durante o lançamento da primeira pedra da referida empreitada na cidade do Lubango, a ministra do Urbanismo e Habitação, disse que a acção tem por objectivo melhorar a qualidade de vida dos citadinos. “O Projecto de Infra-Estruturas do Lubango tem como objectivo melhorar as condições de vida da população, através da melhoria de vários itens importantes, que vão desde a drenagem das águas pluviais, das águas subterrâneas, o sistema rodoviário, o paisagismo.

Há também ainda a recuperação dos jardins da cidade do Lubango que todos nós conhecemos, portanto, é um projecto que vai dignificar e melhorar o ambiente que se vive na cidade do Lubango”, disse.

O programa deverá ser executado pelo consórcio das empresas de direito angolano, OMATAPALO e IMOSUL, num prazo de 36 meses, e prevê ainda a abertura das avenidas da Mapunda, que vai ligar este bairro dos arredores da cidade do Lubango ao casco urbano, bem como a avenida da Quilemba, que liga a cidade à centralidade com o mesmo nome. Para a centralidade da Quilemba, o projecto prevê igualmente a ins-

talação de uma rede de distribuição de água potável que será captada a partir da barragem da Tundavala. Ismael dos Santos, da DAR Angola, empresa fiscalizadora, explicou que para se colocar o precioso líquido na referida centralidade, o projecto prevê a instalação de mais de 10 quilómetros de rede de transportação de água.

“Para a captação de água na barragem da Tundava, vai ser contruída cerca de 14 quilómetros de rede de transportação, e para se garantir uma qualidade neste produto, vaise igualmente construir uma ETA (Estação de Tratamento de Agua) na centralidade da Quilemba”, informou. Para o administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, o projecto veio no momento em que a actual imagem da cidade já não agrada aos seus habitantes.

Segundo o responsável administrativo, que se mostrou satisfeito, esta é uma realidade que de hoje em diante fica apenas para a história da cidade, que depois da conclusão das obras terá um novo rosto.

“É uma grande satisfação para a administração municipal e para os munícipes, é um dia esperado, isso é fruto das grandes preocupações que têm sido apresentadas pela administração municipal e pelo governo da província que foram atendidas pelo nosso Executivo e nós tivemos sempre a convicção interior que o nosso executivo poderia olhar para esta grande cidade e garantir a sua mobilidade, a circulação de pessoas e bens.

Hoje é um dia muito especial para a cidade, pois deixamos o pessimismo para traz, e agora estamos convictos de que teremos uma cidade que justifique pela sua densidade populacional, pela sua densidade infra- estrutural, para que possamos garantir uma circulação mais célere e digna para pessoas e veículos”, assegurou.

Este projecto, além da chancela dos Ministérios das Finanças e do Urbanismo e Habitação, conta igualmente com o apoio da Casa Civil do Presidente da República.

No final da cerimónia de lançamento da 1.ª pedra, feito pela ministra do Urbanismo e da Habitação, Branca do Espírito Santo, na presença do ministro das Finanças, Archer Mangueira, foi assinado um auto de consignação de obras. Do lado do Ministério do Urbanismo e Habitação, o documento foi rubricado por Fernando Sebastião Francisco, ao passo que do lado da empreiteira assinaram Carlos Albertos Loureiro e Silvestre Tulumba Kapose.

Obras paralisadas

O governador Provincial da Huíla está preocupado com a paralisação de várias obras de impacto social, que se encontram em vários pontos da província da Huíla, pelo facto de estarem a contribuir para o retrocesso da sua área de jurisdição. João Marcelino Typinge manifestou o seu descontentamento, durante a cerimónia de lançamento da 1.ª pedra do Projecto de Construção de Infra-Estruturas do Lubango, presenciada pelos ministros das Finanças e do Urbanismo e Habitação.

O governante disse que se as obras que se encontram paralisadas há mais de três anos fossem concluídas teriam melhorado, significativamente, a vida de muitas famílias da província da Huíla. “Os problemas da província da Huíla e da capital são bem conhecidos e existem estudos concluído, alguns dos projectos já estão no Ministério do Planeamento, e outros estão na Casa Civil do PR, como é o caso das barragens de irrigação dos municípios dos Gambos e Chicomba.

Como se sabe, a província da Huíla na parte Sul é afectada, constantemente, pela seca e fizemos estudos para a implementação de algumas barragens que, se fossem concluídas, poderiam em certa medida fazer com as populações fossem fixadas, que o gado deixasse de fazer grandes transumâncias, e as famílias pudessem desenvolver pequena agricultura à volta das áreas irrigadas”, disse.

No sector da saúde, João Marcelino Typinge revelou que encontram- se igualmente paralisados dois hospitais na localidade da Eiva, que, no seu entender, estão a contribuir para a fraca assistência médica e medicamentosa às populações.

Comentários

comentários