O sociólogo Memória Ekulika lamentou o facto de algumas famílias darem pouca importância às línguas regionais, uma vez que as mesmas constituem um instrumento indispensável à promoção e preservação dos hábitos e costumes dos angolanos, e afirmação da identidade cultural de qualquer sociedade.

Memória Ekulika que falava à Angop, na cidade do Huambo, em alusão ao 8 de Janeiro Dia Nacional da Cultura, assinalado ontem, adiantou a par das línguas regionais, os hábitos alimentares, o vestuário e os penteados femininos também precisam de ser salvaguardados, devido ao seu carácter cultural.

O especialista referiu que a cultura angolana tem muitos aspectos que devem ser abordados, através de palestras, seminários e conferências, visto que a “perda de alguns elementos a ela associados podem ser recuperados pelos próprios modelos históricos e culturais, evitando assim a perda da personalidade individual ou colectiva, tal como se verifica com o desinteresse pelas línguas regionais”.

Salientou que apesar do esforço das instituições escolares no ensino das línguas nacionais e do resgate de outros valores culturais, é fundamental que as famílias sejam cada vez mais sensibilizadas para que as crianças, adolescentes e jovens tenham domínio da identidade cultural e dos hábitos e costumes, a partir da família e não da escola.

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