Luanda é um caos em termos de mobilidade. Esta afirmação não tem qualquer novidade. Estamos cansados de o saber. Tal como estamos cansados de esperar que surja uma solução milagrosa para esta maka.

O cidadão, desesperado, mais desespera quando as eventuais medidas para tratar o assunto são mantidas em segredo. Não se comunica. O que permite
duvidar que as autoridades da província estejam mesmo preocupadas com a questão da mobilidade. E mais preocupa quando cidades do interior começam a ter o mesmo problema e parece que ninguém está interessado em prevenir as consequências.

O que se pergunta ao Governo Provincial é sobre números: quantas pessoas entram todos os dias em Luanda? Por que vias? Em quanto tempo se deveria percorrer os quinze ou vinte quilómetros entre o Nova Vida e a baixa da cidade?

Neste mundo há gente a trabalhar a mais de 150 quilómetros do local de residência. Estas pessoas não têm de saltar da cama às 4h:00, nem perdem três a quatro horas no percurso.

Estamos a falar de prejuízos económicos e de vidas que se perdem. Um dia deveria fazer-se um estudo sobre a relação entre paragens cardíacas e o stress na mobilidade em Luanda. É tudo uma questão de qualidade de vida. Se há soluções pensadas, então os cidadãos deveriam saber. Esta informação pode ajudar a diminuir o stress.

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