Pelicula sobre a Música Popular Angolana encerra celebração da ‘Dipanda’ em Portugal

Pelicula sobre a Música Popular Angolana encerra celebração da ‘Dipanda’ em Portugal

As várias acções desenvolvidas para celebrar o Dia da Independência Nacional, 11 de Novembro, em Lisboa, encerram amanhã (30) com a exibição do documentário “Canta Angola”, realizado por Ariel Bigoult, promovida pelo Núcleo de Artistas Angolanos em Portugal (NAAP)

Esta produção artística no formato de vídeodocumentário sobre a Música Popular Angolana foi filmado e gravado em Luanda, em Janeiro de 2000, vai ser exibido para apreciação do público local , resultante destas acções celebrativas denominada “Independência 4.8” “Um projecto que exprime os sentimentos e as aspirações populares, em que os músicos expressam a energia de viver para além da sobrevivência, refere o realizador Ariel Bigoult.

A par desta exibição, será ainda realizada uma “Roda do Semba”, com a participação de fazedores deste género musical e dançante. O último dia de actividade reserva também uma conversa sobre a história da música angolana no período colonial, com moderação do percussionista Mick Trovoada.

O mesmo será antecedido da realização do show que se intitula “Roda do Semba”, com a participação de vários instrumentistas convidados.

Conversa com escritor (a)

Entre as actividades a serem desenvolvidas neste dia, está agendada a conversa com Marinela Cerqueira, autora do livro “A juventude angolana na contribuição e análise da qualidade pós-independência: contribuição à análise qualitativa” e coordenadora do projecto História Social de Angola.

O projecto de Marinela Cerqueira tem como principal objectivo colectar memória oral dos angolanos e disponibilizar conteúdos aos construtores da história social de Angola no período pós-independência.

Sobre o seu livro, a autora afirma que todos os angolanos podem participar na construção da história social do país, recorrendo aos métodos da tradição oral.

“As gerações que testemunharam a conquista da independência apresentam sequelas da escravatura e das políticas da colonização, assente na classificação dos nacionais em assimilados e não assimilados ou indígenas, com acesso limitado ao ensino, ao emprego, e á habitação condigna”, explicou.

Marinela Cerqueira prosseguiu, dizendo que: “com poucos quadros para governar o país, com as riquezas naturais de que os angolanos tanto se orgulham, estas gerações de adultos e jovens contam o que aconteceu e em que condições, nos anos rígidos da Guerra Fria”, enfatizou.

As actividades celebrativas

O evento “Independência 4.8” teve início a 11 do corrente mês om a inauguração de uma exposição colectiva de artes plásticas em que participaram os angolanos Lino Damião, Armada Alves, Pemba, Don Ruelas, Thó Simões, Francisco Bobu, e Zizi Ferreira. Na mesma noite houve ainda um concerto de música angolana realizado pela Banda Kioche.

Foram ainda realizadas outras actividades, com destaque para a conversa com o escritor Alberto Oliveira Pinto sob o tema “ Construção da história de Angola nos séculos XX e XXI”.

De igual modo, com o jornalista Israel Campos autor do livro “E o céu mudou de cor”.

Estas acções foram realizadas pela NAAP, composta por artistas plásticos, músicos, escritores e outros profissionais das artes residentes na diáspora angolana em Portugal.