TONY FRAMPÉNIO: Novo presidente da Associação de Teatro promete unidade e associativismo dentro da classe

TONY FRAMPÉNIO: Novo presidente da Associação de Teatro promete unidade e associativismo dentro da classe

O professor e director teatral, Tony Frampénio, foi eleito, no último Sábado, 18, como o novo presidente da Associação Angolana de Teatro (AAT), devendo conduzir os destinos da organização nos próximos quatro anos

Encabeçando a lista-A, Frampénio prometeu trabalhar arduamente para a concretização dos objectivos da organização, assim como atender às principais preocupações da classe, em especial o associativismo e a unidade dos grupos teatrais, congregando-os na dimensão nacional.

Com mais de 30 anos de carreira voltados ao teatro, o novo líder da AAT bateu na corrida os concorrentes Garcia Cordeiro, Carlos Araújo e Isabel André, durante a eleição que decorreu em todas as províncias, cuja contagem dos votos teve lugar na Liga Angolana de Amizade e Solidariedade para com os Povos (LAASP), ex-Liga Africana, em Luanda.

Em declarações à imprensa, o mesmo disse que a classe teatral há muito que carecia de uma liderança que promovesse a união e a fraternidade, que pudesse levar as suas preocupações às instituições de direito e assegurar o cumprimento das metas e objectivos preconizados.

“Os resultados de hoje é o que a classe teatral sempre almejou, poder estar unida e sentir-se mais forte. Ter uma representatividade que pudesse advogar junto das instituições da tutela para debelar então aquelas que são as grandes preocupações do teatro”, considerou.

Em relação à expansão e maior visibilidade da Associação, Frampénio garantiu que a sua equipa tudo fará, junto dos seus associados, para repor a dignidade e notoriedade que a associação merece, sublinhando que esta irá trabalha também na promoção dos grupos e associações teatrais a nível das províncias, à excepção de Luanda.

Aposta na formação e institucionalização

Ainda segundo o novo líder associativo, o programa de trabalho que irá nortear o seu mandato encontra-se repartido em três eixos fundamentais, nomeadamente a institucionalização (de uma data de celebração do teatro nacional), a aposta na formação e a gestão cultural.

O mesmo assegurou que vai propor junto das instituições culturais e do ministério da tutela, que seja institucionalizado o dia 18 de Novembro como sendo o “Dia Nacional do Teatro”, como um gesto de valorização da classe teatral que assinalou, nesta data, um capítulo histórico de âmbito nacional, na sua trajectória.

Na sua dinâmica de trabalho, Frampénio fez saber que alguns membros da comissão cessante farão parte da nova comissão, transmitindo a sua experiência e conhecimento prático aos mais novos, sublinhando que a intenção é engrandecer a classe e para tal conta com o apoio e os esforços de toda a classe.

“Nós não vamos deixar ninguém para atrás. Vamos trabalhar com todo o mundo, vamos fazer com o que o teatro seja de facto este parceiro ideal que a sociedade precisa”, garantiu.

Eleições transparentes

Por sua vez, o presidente da comissão eleitoral da AAT, António Tomás Ana “Etona”, deu nota positiva ao processo eleitoral, frisando que a eleição decorreu de forma justa, livre e transparente, sendo que os resultados reflectiram aquilo que é a vontade da maioria votante.

Apesar dos sobressaltos e constrangimentos, Etona considerou ser um processo desafiante, mas que reflectiram um verdadeiro exercício de democracia onde a vontade dos eleitores falou mais alto e ditou os resultados sem qualquer equívoco.

Aproveitou ainda a ocasião para apelar à nova comissão a trabalhar com respeito, responsabilidade e comprometimento, reforçando a unidade, disciplina e defendendo os interesses que dignificam a classe.

“Esse vencedor tem agora a responsabilidade de unir a classe, ultrapassar as situações conflituosas que antes predominavam, que é algo normal em processos democráticos, mas o mais importante agora é trabalhar para o bem de toda a classe a nível de todo o país”, apelou.

Em termos estatísticos, segundo o presidente, o processo eleitoral contou com cerca de 444 votos, dos quais o candidato da listaD (Isabel André) obteve 25 votos, o da lista-C (Carlos Araújo) 51, o da lista-B (Garcia Cordeiro) conquistou 91 votos ao passo que o candidato da lista-A (Tony Frampénio) teve a maioria absoluta com 277 votos conquistados.