Viagens do explorador húngaro ao Planalto do Bié em exposição em Benguela

Viagens do explorador húngaro ao Planalto do Bié em exposição em Benguela

O Museu Nacional de Arqueologia de Benguela (MNAB) acolhe a exposição itinerante sobre as viagens do explorador húngaro László Magyar ao Planalto do Bié, na época pré-colonial, atraves de uma iniciativa da Embaixada da Hungria em Angola.

A exposição é uma viagem ao passado pré-colonial do país e visa apresentar as viagens de László Magyar, que, mesmo depois da sua morte, a 9 de Novembro de 1864, no Cuio, província de Benguela, foi injustamente interpretado em relação aos territórios percorridos.

A abertura da mostra que contou com a presença do embaixador extraordinário e plenipotenciário da Hungria em Angola, Zsolt Maris, evoca o passado de László Magyar em Angola, sobretudo no Bié, Benguela, Moçâmedes, Cunene e os impérios Lunda e Lobal.

Na ocasião, foi inaugurada junto ao Museu de Arqueologia uma placa comemorativa por ocasião do 205º aniversário do László Magyar, além de uma palestra proferida pela investigadora do explorador, Maria Alexandre Aparício, e a exibição de um filme.

Antes do acto inaugural da exposição, o embaixador extraordinário e plenipotenciário da Hungria em Angola destacou o trabalho e a vida de László Magyar como explorador, geógrafo amador, linguística, pesquisador e elo cultural especial que une os dois países e povos.

“No seu diário, descreveu uma imagem precisa e detalhada da sociedade angolana do século XIX, tão definida que foi estudada e usada pelos exploradores portugueses e ingleses”, frisou.

Pelo facto, reconheceu que o seu trabalho tem uma importância fundamental para a historiografia angolana, já que, a seu ver, “ninguém conhecia as línguas e a sociedade local como László Magyar, que viveu no “coração” da corte do rei do Bié, por um tempo prolongado”.

Eternizar memórias

Por sua vez, a vice-governadora provincial de Benguela para o sector Político, Económico e Social, Lídia Amaro, olha para a placa em homenagem a László Magyar como oportunidade de eternizar a memória de todos os homens e mulheres, nacionais e estrangeiros, que contribuíram para a construção de Benguela.

A governante ressaltou os laços de amizade e cooperação histórica com a Hungria, por sinal, um dos primeiros países a reconhecer a Independência de Angola, em 1975, tendo sido assinado em 1977 o primeiro protocolo de cooperação económica, técnica e científica, com maior destaque para o domínio da educação.