Carta do leitor: A arruaça dos moto-taxistas de Luanda

Carta do leitor: A arruaça dos moto-taxistas de Luanda

Ilustre coordenador do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima Segunda-feira! Nos últimos dias, um pouco por toda a província de Luanda, vou notando que o comportamento dos moto-taxistas tem piorado e isto coloca em risco a integridade física deles e dos cidadãos que eles transportam de um sítio para o outro.

Nota-se que eles não têm noção do perigo e sempre que são chamados atenção ignoram como se tivessem razão e ao mesmo tempo discutem e respondem com palavrões para inibir mais quem quer que seja. Muitos moto-taxistas andam sem capacete e muitas vezes não querem saber das medidas de segurança, facto que eleva ainda o perigo na via pública.

E, sempre que um moto-taxista é interpelado por um agente da Polícia Nacional, normalmente tende a fugir e a andar em sentido contrário. Não há outra alternativa, penso que a Polícia Nacional deve ser mais actuante em relação aos moto-taxistas, porque eles causam muito embaraço no trânsito automóvel.

Aliás, nos últimos meses, o Governo Provincial de Luanda (GPL) fez sair uma medida e eles protestaram em grupo por se sentirem prejudicados. Ainda assim, o GPL deu uma moratória aos moto-taxistas, na medida em que devem reflectir e aprender melhor as regras de trânsito para exercerem melhor a actividade.

Por conta disto, associações públicas e privadas continuam a faz e o seu trabalho, porque é verdade que com ordem e menos acidentes a sociedade sairá a ganhar. A actividade praticada por eles obriga a ter atenção e controlo das regras de trânsito, por isso eles devem manter-se na alçada da Polícia Nacional e de outros órgãos para garantirem mais ordem nas estradas de Luanda.

POR: Rui A. Kiala, Cazenga