Cinco agentes de intermediação controlam mais de 88% do montante negociado na BODIVA

Cinco agentes de intermediação controlam mais de 88% do montante negociado na BODIVA

Relatório do terceiro trimestre de 2023 da BODIVA revela que volume de negociações fixou-se acima de 7 biliões de kwanzas e sinaliza para fraca relevância das correctoras nos montantes negociados

Cinco principais membros de negociação no terceiro trimestre de 2023 na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), nomeadamente Banco Nacional de Angola (BNA), Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Internacional de Crédito (BIC) e o Banco de Poupança e Crédito (BPC) controlam mais de 88% do montante negociado nesta bolsa. Estas entidades foram responsáveis por 88,5% dos 7,4 biliões de kwanzas, que foi o volume total negociado na BODIVA no trimestre em análise.

O BNA foi o ente que controlou o mercado, tendo sido responsável por mais de 43% do total negociado, como se pode verificar nos dados. Em segundo lugar, neste jogo de relevância para o mercado, ficou posicionado o BAI, que foi responsável pela negociação de 16% do to- tal do mercado, seguido no terceiro lugar pelo BFA com um peso de 11% Os números evidenciam o peso do Banco Nacional de Angola no total das negociações no período, uma questão que ao mesmo tempo clarifica que o mercado de capitais ainda não é para as correctoras, como devia ser, e como almeja que seja a Comissão do Mercado de Capitais, que como se sabe, já estabeleceu o início de 2024 para saída dos bancos das operações.

Correctoras

Os dados relativos ao terceiro trimestre de 2023, mostram que a primeira correctora na lista de membros relevantes nas negociações, é a Prime, que foi responsável pela negociação de 14 mil milhões de kwanzas, mas só aparece no lugar 13 da lista. Segue-se a Aurea que negociou cerca de 13 mil milhões de kwanzas, do total de 7,4 biliões negociados no período em análise, seguindo- se outros bancos, nomeadamente o Sol, o BNI e o Valor, só depois voltam a surgir outras correctoras, nomeadamente a LWEI e a MADZ Global. Os números deste terceiro tri- mestre mostram que os bancos são osplayer’smais importantes nas negociações e no que se negocia na BODIVA. As correctoras, por sua vez, limitam-se a partes menos relevantes.

Contas-custódia em queda

As contas-custódia fixaram-se nas 87.301 no terceiro trimestre do ano em curso, como mostram os da- dos do Relatório trimestral da BODIVA. Percebe-se que uma redução de 54,5% face ao período homólogo, já que foram abertas 2.255 contas no terceiro trimestre. Remetendo a uma média de mais de 750 contas por mês.

POR: Ladislau Francisco