Carta do leitor: Tribalistas na Lunda-Norte voltam à carga

O mesmo grupo de sempre, alguns até são membros do Comite Central do MPLA, já tiveram grandes cargos no Estado, no partido e nas empresas públicas, julgam-se os donos da Lunda-Norte, que passam a vida a infernizar tudo e todos, utilizando pessoas menos esclarecidas, aproveitando-se do elevado índice de iletrados que a província tem para destilar o ódio e a calúnia, inventado factos que só lembram as histórias da carochinha, contra o governador Ernesto Muangala, cujo principal crime cometido é ter sido reconduzido para mais um mandato de cinco anos que, porventura, se os concluir, passará a ser o governador com mais tempo à frente dos destinos da Lunda-Norte, superando os 11 anos de Gomes Maiato.

POR: Kassumbe Wafia Chiri

Nesta fase, todos os angolanos envidam esforços para trabalhar em prol do desenvolvimento do país, face aos números não menos bons que o país apresenta, e a Lunda-Norte em particular, em quase todas as esferas da vida, com realce para os sectores da educação, saúde e saneamento básico. Em vez de os senhores se concentrarem em criar estratégias para derrubar o governador, deviam, cada um, ao seu nível, contribuir para que a Lunda-Norte não esteja na cauda das províncias menos desenvolvidas do país e que não seja só notícia pelas piores razões.

Sua Excelência, o Presidente da República, João Lourenço, conhece bem os causadores dos problemas na Lunda-Norte, em 2003, quando exercia as funções de secretário-geral do MPLA, esteve aqui para pôr água na fervura, no clima que se vivia naquela conferência provincial que dividiu a província, e julgo que até hoje tem na memória a forma pouco cordial como foi tratado.

Tenho acerteza quase absoluta que não deixará que a província da Lunda- Norte seja governada por tribalistas e regionalistas, indivíduos bem identificados e com responsabilidades políticas acrescidas a todos os níveis, que comprometem a coesão, a soberania e a unidade de Angola como nação. Lembre-se que a Lunda-Norte pertence a todos os angolanos.