Vinte e três mil imigrantes abandonaram a Lunda -Norte voluntariamente

A informação foi avançada pelo ministro do interior, Ângelo Veigas Tavares, no acto de abertura do Conselho Consultivo Alargado que termina hoje, em Luanda.

POR: Iracelma Kaliengue

O governante avançou, na ocasião, que as autoridades policiais recolheram mais de trinta mil imigrantes ilegais na província da Lunda- Norte. Destes, vinte e tês mil abandonaram voluntariamente o país.

O ministro fez saber ainda que foram também realizadas nos últimos dias, pelas forças policiais, operações que resultaram na apreensão de quantias avultadas de dinheiro em moedas estrangeiras.

Tendo assegurado que “na província de Luanda a corporação realizou operações pontuais, com destaque para o bairro Mártires de Kifangondo” Durante os dois dias de “consultas”, os delegados provinciais e responsáveis dos órgãos centrais do Ministério do Interior analisaram e fizeram a apreciação do relatório de segurança pública do III trimestre de 2017.

Estiveram na mesa outros assuntos relacionados aos projectos e estatutos, como é o caso do regulamento orgânico da direção de coordenação do Centro Integrado de Segurança Pública, regulamento sobre as taxas penitenciárias, o projecto de regulamento sobre as visitas a reclusos em estabelecimentos penitenciários.

Policiamento de proximidade reforçado para quadra festiva

A Polícia Nacional (PN) reforçou o policiamento de proximidade em todo o país, fundamentalmente em Luanda. A estratégia visa garantir o direito da população à segurança pública. Outro objectivo é dar corpo ao estabelecido na lei 07/16, sobre a organização e funcionamento das comissões de moradores, para a implementação do serviço de vigilância comunitária.

A estratégia lançada em Novembro vai garantir uma Polícia mais próxima dos cidadãos e respeitada por estes, com a adequada capacidade preventiva e reactiva, moderna e adaptada à realidade de cada momento”, declarou o ministro do Interior, Ângelo Veigas Tavares Os cidadãos, disse, precisam de uma Polícia mais vigorosa no combate à criminalidade, mas respeitadora dos direitos humanos, bem como um maior controlo das fronteiras nacionais para o combate à imigração ilegal.