Carta do leitor: Futebol feminino é utopia

Director do jornal OPAÍS, obrigado pela oportunidade que me concede neste espaço. Sou cidadão angolano nascido no distrito urbano do Rangel, vivo na rua da Ambaca, em Luanda.

POR: Francisco António

Estou muito preocupado com o futuro do futebol feminino, que, na verdade, já teve momentos áureos nos anos 1990, com Guigui, Irene Gonçalves, Veró, atletas que espalharam o perfume das suas fintas em vários estádios do país. Ora bem, neste momento estão a realizar-se os campeonatos nacionais de sub-17 e sub-20 de masculinos na cidade capital, onde está o Nacional jovem para as senhoras?

Pelo que verifiquei, acho que o actual elenco da Federação Angolana de Futebol (FAF) não quer saber do futuro do futebol feminino, porque é neste mês que se deve organizar as provas para os jovens, aproveitando o período de férias escolares. Neste sentido, acredito que o presidente da FAF, Artur Almeida e Silva, terá o fracasso dos seus antecessores.

Aliás, na campanha eleitoral o actual presidente prometeu massificar o futebol feminino, mas pelo que vejo não há ninguém a responder por esta área. Na verdade, estou a reclamar porque sei que há clubes como o 1º de Agosto, Interclube, Progresso do Sambizanga, Académica do Lobito, só para citar alguns, que estão a trabalhar na massificação, mas para incentivar as meninas é necessário que haja provas nacionais. Artur Almeida e Silva executa só o que prometeu…