Igreja Metodista adquire totalidade das acções na Universidade Metodista

Ao comprar os 37 porcento das acções da Turpolis e os 20% da Imolis, a Igreja Metodista Unida tornou-se a única accionista da Sociedade Universidade Metodista de Angola, S.A (UMA), revelou ontem o Bispo Gaspar João Domingos, citado pela Angop.

A Igreja detinha, até Dezembro do ano transacto, altura em que adquiriu os 57 porcento da totalidade das acções, 43 porcento de uma sociedade cujas participações inicialmente estavam distribuídas em quatro accionistas (18% Coprat, 20% Imolis, 25% IMUA, e 37% Turpolis). O bispo Metodista Gaspar João Domingos, que falava à Angop, evitou revelar o valor das acções por questões contratuais, pois o processo de transmissão ainda está por concluir, pois falta um conjunto de informações sobre activos e passivos. Embora não tenha declarado os valores das acções, o bispo da Conferência Anual do Oeste de Angola (CAOA), estimou o valor da sociedade (UMA) em cerca de 60 DR milhões de dólares norte-americanos.

Por outro lado, explicou que a UMA é uma iniciativa da igreja, decorrente de uma decisão conferencial (órgão máximo de deliberações da igreja), mas por dificuldades financeiras estendeu o projecto à participação de empresários portugueses que investiram no que veio a ser a Sociedade Universidade Metodista de Angola S.A. Disse também que a igreja sempre teve bem patente o ideal de ser a única detentora da universidade, facto que só se concretizou agora, com abertura dos portugueses em transmitir suas acções e disponibilidade financeira da parte da igreja Metodista para o efeito.

Actualmente a UMA ministra 18 cursos de licenciatura entre os quais “Ambiente e Gestão do Território, Análises Clínicas e Saúde Pública, Arquitectura e Urbanismo, Ciência do Desporto e Educação Física, Direito, Economia, Teologia, Engenharias Civil, Agro-Pecuária e Mecatrónica”. O prelado acredita que a cotação da UMA no quadro das universidades dos pais é boa e que se situa entre as três mais relevantes como a Universidade Agostinho Neto (UAN) e Católica de Angola (UCAN). “Sabemos que existem muitos concorrentes no mercado. Falamos por aquilo que ouvimos, embora internamente haja ainda trabalho por se fazer, em termos de objectivos e metas, mas ouvindo relatos de terceiros, ficamos gratos quando somos cotados na linha das três principais do país.

Começando pela UAN e UCAN. É porque não somos só mais uma universidade”, afirmou o bispo. A UMA existe há dez anos (Decreto nº 30/07, de 7 de Maio). Teve que dar saltos evolutivos para chegar até onde chegou, mas agora precisa consolidar o que conseguiu, e para tal conta-se com ajuda do governo de Angola e de todos quantos podem ajudar e se revejam no seu programa de educação, para que os custos possam ser mais baixos e um ensino de cada vez melhor.