Inflação voltou a descer em Dezembro

O ano de 2017 terminou com a inflação homóloga na província de Luanda em 26,66%, descendo pelo segundo mês consecutivo após o volte-face de Setembro e registando um decréscimo de 15,69 pontos percentuais em relação à observada em Dezembro de 2016.

A inflação homóloga na província de Luanda baixou para 26,66% no último mês do ano, registando uma variação mensal de 1,13%, menor do que a verificada em Novembro, mas, mesmo assim, a segunda menor registada em 2017, de acordo com o relatório sobre o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPC), ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em Novembro, a inflação homóloga, que compara a evolução dos preços num determinado mês, com o seu comportamento no mesmo mês do ano anterior) situara-se em 27,56%.

A inflação baixa assim pelo segundo mês consecutivo, após ter invertido em Setembro e Outubro de 2017 a tendência de descida observada desde o início do último ano. Refira-se ainda que a variação homóloga registou um decréscimo de 15,69 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior. A classe ‘Alimentação e Bebidas não Alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços em Luanda, seguida de ‘Bens e Serviços Diversos’, ‘Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis’ e ‘Vestuário e Calçado’. O Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 1,20%, durante o período de Novembro a Dezembro de 2017.

As províncias que registaram um maior aumento foram: Moxico, com 2,16%, Lunda-Norte, com 1,82%, Zaire, com 1,72%, Cabinda, com 1,64% e Lunda-Sul com 1,60%. As províncias com menor variação foram: Luanda, com 1,13%, Benguela, com 1,19%, Malanje, com 1,20%, Bengo, com 1,23% e Huíla com 1,25%. A nível nacional a inflação homóloga situou-se em Dezembro em 23,27%, abaixo dos 24,7% observados em Novembro, tendo os preços registado uma variação mensal de 1,38%. Em Dezembro de 2016 a inflação homóloga nacional atingira 41,12%. A classe ‘Bens e Serviços Diversos’, com 2,01%, foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam- se também os aumentos dos preços verificados nas classes ‘Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis’, com 1,82%, ‘Vestuário e Calçado’, com 1,69% e ‘Lazer, Recreação e Cultura’, com 1,65%. L.F.