Editorial: Pelos vistos, ou antes pelo contrário

O acordo de facilitação de vistos em passaportes ordinários ontem assinado entre Angola e a China acaba por, ainda dentro dos primeiros cem dias de Governação de João Lourenço, fechar um ciclo que faz luz sobre os propósitos e a determinação deste Governo em retirar tudo o que constitui barreira ao investimento privado em Angola, ao turismo e à circulação de angolanos pelo mundo.

Com Moçambique e com a África do Sul acordou-se e está em vigor a supressão de vistos de entrada. Outros países já propuseram ao nosso país acordos semelhantes, como Portugal, por exemplo. Esta é uma das promessas de campanha de João Lourenço, apostado em abrir canais que tragam dinheiro a Angola.

Mas é uma novidade para os angolanos, muito ciosos da sua segurança, ao mesmo tempo hospitaleiros mas desconfiados perante a vinda de “estranhos”. Mais alguns meses e perceber-se-á que a livre circulação tem mais vantagens do que desvantagens.

Que as estruturas de segurança se devem adequar a esta nova realidade e que até a democracia sairá beneficiada. É que a oportunidade não nos traz apenas o mundo para dentro de casa, abre-se uma porta para irmos lá para fora também, há que vencer o medo do desconhecido, há um mundo novo que espera por nós, cá dentro e lá fora.tanbém