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Angola e Ruanda reforçam laços de cooperação bilateral

O Ruanda quer contar com o apoio de Angola e de outros parceiros estratégicos a nível do continente, numa altura em que assumirá a presidência da União Africana, ainda este ano

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República do Ruanda, Louise Mushikiwabo, disse ontem, em Luanda, que o Presidente do seu país, Paul Kagame, contará com o apoio de Angola quando assumir a presidência da União Africana (UA). A ministra ruandesa falava no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial da Cidade Alta.

À saída do encontro com o Chefe de Estado angolano, Louise Mushikiwabo disse que foi portadora de uma mensagem do Presidente ruandês para o seu homólogo angolano, que fala sobre o refor-da cooperação bilateral entre os dois estadistas, a fim de juntos trabalharem para melhorar a posição do continente africano no contexto internacional.

A enviada especial do Presidente ruandês disse que Angola e Ruanda têm posições comuns em termos de questões políticas e económicas e defendeu o reforço da troca de experiências nesse domínio. “Teremos que cooperar cada vez mais, para que a nossa relação seja não apenas a nível multilateral, mas também a nível bilateral, através da troca de experiências”, afirmou.

Antes de ser recebida no Palácio Presidencial, a ministra ruandesa e a sua delegação mantiveram um encontro de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

O Ruanda é um pequeno país do centro da África que em 2014, vinte anos após o genocídio que assolou aquele país em 1994, recuperou a sua economia exibindo estatísticas surpreendentes no que respeita à redução da pobreza de 59% em 2001 para 44,9% em 2011, um crescimento económico de 8% ao ano, PIB per capita de USD 1,5 mil (contra USD 575 em 1995), 95% de taxa de matrícula no ensino primário e taxa de alfabetização de 71%. Segundo o relatório ‘Fazendo Negócio’ do Banco Mundial de 2013, o país aparece em 52º dos 185 países mais fáceis para fazer negócios e em 8º no ranking de melhores nações para se começar um negócio.

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