Cidadão incendeia o primo por lhe ter roubado três mil Kz

Para livrar-se do primo que tinha a “mania” de assaltar a sua casa, Mateus Segunda atirou- lhe gasolina e incendiou-o, tendo este sucumbindo no Hospital Neves Bendinha

Por: Romão Brandão

O último roubo que o primo de Mateus Domingos Segunda cometeu em sua casa foi de 3000 Kwanzas, numa altura em que este cidadão precisava daquele dinheiro. Mateus é funcionário da Elisal e conta que o primo, de nome Venâncio, vivia consigo e tinha a mania de furtar as coisas de casa. Por essa razão teve de o expulsar de casa, mas, mesmo assim, o primo não deixou de lhe roubar.

No dia 1 de Janeiro roubou-lhe 3000 Kz, facto que lhe fez perder a paciência que tinha com o mesmo e decidiu resolver de uma vez por todas aquele problema. Mateus foi até à casa do primo, discutiu com ele a tal ponto que lhe atirou gasolina e o incendiou. O primo teve queimaduras graves, foi socorrido no Hospital dos Queimados (Neves Bendinha), mas não resistiu e acabou perdendo a vida dias depois (07 de Janeiro).

O interlocutor, que falava durante o acto de apresentação do trabalho de investigação do Serviço de Investigação Criminal de Luanda, ontem, tem curativos nas duas pernas, porque descuidou-se ao atirar a gasolina ao primo e foi afectado também pelo fogo.

O roubo do dinheiro foi o ponto mais alto da perda da sua paciência para com o seu familiar, e isso depois de Venâncio já ter entrado em sua casa e subtraído a botija de gás e o televisor plasma. “Das vezes em que ele me assaltou não fiz queixa à Polícia, porque é meu primo como irmão e pensei que iria mudar. Infelizmente, sempre que assaltava, gabava-se junto dos seus amigos que só podia roubar na minha casa porque sou seu primo e nada faria contra ele.

Só que desta vez, acho que o Diabo me consumiu e atirei-lhe gasolina”, explicou. Venâncio já viria a roubar há muito tempo, desde quando vivia em Benguela, segundo Manuel Segunda, pois foi expulso da casa dos pais porque furtou a botija. Entretanto, Manuel acolheuo com a perspectiva de o tirar do mundo do crime e mudar de vida, facto que não aconteceu.

Este crime, que aconteceu no distrito urbano do Sambizanga, está entre o total de três registados pelo SIC no período entre 9 e 16 de Janeiro. Entre outros registos estão 21 roubos de veículos, acção que culminou com a detenção de 17 suspeitos, com idades compreendidas entre os 18 e os 42 anos (o cidadão com esta idade aparece como o comprador de carros roubados), e o desmantelamento de três grupos.