Editorial: O preço da inteligência?

O parlamento angolano passa, a partir desta legislatura, a contar com assistentes para os grupos parlamentares. Ou seja, os grupos parlamentares seleccionam, contratam e o Estado, por via da Assembleia nacional, paga. Pagamos nós, os contribuintes. Ao longo dos anos, a disputa política em Angola passa também pela agitação de argumentos sobre quem detém os melhores quadros.

Por: Redacção OPaís

Logo, podemos pensar que os partidos têm soluções técnicas para a maioria dos nossos problemas. Não têm. Podem ter as políticas mas, depois há um mundo de coisas que precisam de ser realizadas por técnicos dedicados e competentes.

A democracia poderia sair-nos mais barata, se os assistentes fossem voluntários, se os deputados não tivessem as regalias que têm. Mas isto fica para outra momento, para já, o que se pode exigir é que, pagando nós, os partidos sejam capazes de muito mais que o simples levantar de mãos na Assembleia Nacional. Que nos mostrem que estamos a pagar a alguma inteligênciaque nos contemple com mais-valias concretas.