UNITA recua da estratégia de ‘cadeira vazia’ na Assembleia

Há muito se vai a estratégia dos ‘maninhos’ de abandonarem a sala na Assembleia Nacional (AN) quando se deparassem com algum défice de consenso e fossem alvo de críticas de determinados círculos sociais.

Por: Norberto Sateco

Adalberto da Costa Júnior, líder da bancada parlamentar da UNITA A informação foi adiantada por uma fonte daquele partido, e que também acabou sendo confirmada pelo líder da bancada parlamentar, Adalberto da Costa Júnior, num encontro recente que manteve com a sociedade civil organizada.

“Sempre que tivéssemos que abandonar a sala, alguns simpatizantes e militantes nunca ficaram satisfeitos”, referiu Adalberto da Costa, sendo por esta razão que para esta nova legislatura o seu partido pretende implementar uma nova estratégia de actuação, que visa essencialmente continuar a contestar práticas que violem a lei recorrendo a tribunais competentes, através de queixas referentes a graves violações à lei.

“Apesar de termos que engolir muitos sapos, mesmo por imposição desta maioria, é bom que tenhamos coragem de permanecer nos assentos, dentro daquilo que é o quadro normal”, referiu o dirigente. Entretanto, o grupo parlamentar afirma ter protestado várias vezes sobre o desvios de fundos do erário que não mereceram o devido tratamento dos tribunais, o que traduz uma dependência do poder judicial ao político, daí que a separação de poderes seja um dos primeiros aspectos a ‘esbater’.

O maior partido da Oposição não tem dúvidas de que esta estratégia, e outras do seu grupo parlamentar, terão consequências, “já que o actual regime passa a mensagem de que atravessa uma circunstância de abertura e de estar braços abertos à democracia, quando a realidade é completamente adversa”.

“Alguns problemas são de uma leitura tão simples porque não deixam de ser um passeio extraordinário de marketing do regime”, considerou o líder da bancada parlamentar do ‘Galo Negro’.