MININT orienta intensificação operativa contra actos criminosos em Malanje

O conselho Consultivo Alargado Extraordinário, a Delegação do Ministério do Interior (MININT), em Malanje, aprovou um conjunto de medidas operativas estratégicas, cujo plano de acção para 2018 foi adoptado e discutido com profundidade, assim como definiu os mecanismos práticos e eficientes para a sua gradual execução

Por: José Miguel, em Malaje

O delegado provincial António José Bernardo, “Tony Bernardo”, anunciou que a aplicação de medidas operativas estratégicas contra o combate às más práticas de gestão dos interesses do Estado, a luta contra a corrupção, o reforço das acções de combate à imigração ilegal e a consequente responsabilização dos seus autores, figuram entre as principais prioridades do plano de acção para 2018.

No discurso que dirigiu aos membros da corporação e convidados, o comissário “Tony Bernardo” expôs a necessidade corporativa de todos os agentes estarem compenetrados num mesmo espírito de missão para o cumprimento dos actuais desafios do Estado e dos objectivos pretendidos pelo governo.

Para tal, invocou o comprometimento total, desinteressado e patriótico de todos em contribuírem com ideias, em serem mais participativos na discussão nacional, sobre os instrumentos jurídico-legais, relativos à política criminal e à de segurança pública, que considerou como factores importantes que, reputam a mitigação das causas da criminalidade e contribuem para uma melhor administração da justiça criminal no país.

“Julgo mesmo ser este o único caminho que nos conduzirá a envolver toda a sociedade na luta para a redução do crime e aumento da segurança geral, em detrimento da segurança particular”, salientou. De acordo com o dirigente, a orientação para o combate sério às más práticas de gestão da coisa pública, da corrupção, da imigração ilegal e a redução da taxa criminal, da sua área jurídica de responsabilidade executória, passa pela dignificação do homem. “

Para a consecução destas acções temos que cuidar do homem, trabalhador do Ministério do Interior da nossa Delegação e Comando da Polícia Nacional, formando-os na especialidade, dotando-lhe de meios necessários para a execução das missões incumbidas”, exaltou o comissário.

Por outro lado, observou a necessidade de se trabalhar na melhoria da conduta profissional e social do agente, impondo-lhe o cumprimento do regulamento disciplinar ou mesmo sujeitando-o à responsabilização criminal, por actos reprováveis ou condenáveis por si cometidos.

Cruzada contra o crime “Tony Bernardo”

Manifestou a preocupação em relação ao elevado número de crimes contra a propriedade, contra a segurança das pessoas e contra a honestidade tipificada em furtos, homicídios voluntários, ofensas corporais e violações, principalmente, contra menores.

Ainda que o grau de resposta e esclarecimento tenham sido satisfeitos acima de 80 por cento, considerou que são crimes que, pela sua natureza, mesmo não sendo assustadores, são susceptíveis de criar alguma insegurança no seio das populações.

O delegado do Interior afirmou também que o aumento de imigrantes ilegais, muito dos quais a se fixarem no território nacional e outros a exercerem actividades lucrativas, em desrespeito às leis de imigração e, também, económico-financeiras do país, constitui uma praga que além de criar problemas de segurança, belisca a forma de ser e de estar dos angolanos, bem como acarretam custos financeiros para o país, em caso de repatriamento.

Por isso, exortou a sincronia entre os órgãos locais do MININT, para que juntos incrementem acções com vista a garantir a segurança à população e, do mesmo modo, encetar um combate contra os malfeitores estrangeiros que, ilegalmente, delapidam os recursos minerais do país, com maior incidência para os diamantes e, concomitantemente, criam graves problemas ambientais.

No entanto, o comissário “Tony Bernardo” lançou um alerta aos cidadãos angolanos que auxiliam, albergam e facilitam aos estrangeiros todo o conjunto de crimes, por troca de tostões, que a lei vai cair sobre eles, levando-os à responsabilização criminal. “A mão da lei deve ser mais pesada para esta franja de malfeitores”, concluiu.

Além da apresentação do Plano de Acção Anual/2018 do Comando Provincial da Polícia Nacional, entre outros assuntos, foram analisados e discutidos no Conselho Consultivo, a Informação sobre a Segurança e a Situação Fiscal e Aduaneira de Malanje ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo; o Estado de Organização e Funcionamento da Caixa Social do MININT e o Estado de Organização do Sistema de Saúde dos Efectivos.