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Património Natural com atenção redobrada do Ministério do Ambiente

A ministra do Ambiente revelou que o seu pelouro trabalha no sentido de prestar mais atenção na valorização do Património Natural do país, visando atrair um maior volume de turistas, aumentar a cadeia de negócios e a oferta de empregos.

POR: Stela Cambamba

Paula Cristina Francisco Coelho, responsável do sector de Ambiente, que falava à imprensa, ontem, por ocasião do Dia Nacional do Ambiente (a assinalar-se hoje), é de opinião que se deve prestar especial atenção especial na valorização do Património Natural do país. O país é chamado a valorizar aquele tipo de património como forma de promoção do ecoturismo, com a finalidade de permitir que os cidadãos conheçam e valorizam o potencial angolano, a riqueza da flora, a fauna e as paisagens, de modo a servir o desenvolvimento socioeconómico do país.

A governante falava sobre a situação ambiental do país, à margem do dia nacional supracitado, e defendeu que o ecoturismo vai atrair grande número de visitantes, proporcionar uma cadeia de negócios e aumentar a oferta de empregos, para além de melhorar a qualidade de vida das populações vizinhas dos parques nacionais e outras áreas relacionadas. “Vamos reforçar a colaboração e estabelecer sinergias com todos os sectores da vida socioeconómica do país, para que as questões ligadas à sustentabilidade estejam sempre presentes em todos os projectos e programas implementados”, sublinhou, Paula Coelho. A caça furtiva mereceu destaque no seu discurso, pois tem levado ao abate indiscriminado de animais, que muitas vezes se alarga até aos parques nacionais. O tráfico de animais e de marfim está no centro das preocupações sobre a biodiversidade que devem continuar a enfrentar.

O saneamento ambiental, sobretudo a gestão de resíduos, a qualidade do ar e o tratamento das águas residuais, uma vez que estes factores condicionam directamente a qualidade de vida do cidadão, também preocupa o ministério. Por seu turno, a ministra tocou na questão das ravinas, alegando que se requer uma avaliação sobre as bacias hidrográficas, florestas, fenómeno da desertificação e a degradação dos solos. É de opinião que se deve continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções, que sejam definitivas e sustentáveis, assim como evitar o surgimento de novas ravinas. A execução das tarefas sobre o ambiente no país só será possível através dos mecanismos de financiamento, reconhece Paula Coelho, tendo em conta os tipos de acordos multilaterais de que Angola é signatária, assim como a colaboração permanente com as associações de defesa do ambiente e organizações da sociedade civil.

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