Empresa angolana lança nova marca de design de equipamento urbano

Com sede em Angola e presença internacional, a CIPRO vai lançar este mês uma nova marca de design de equipamento urbano, a ARPINO e, paralelamente, organizar, na Cidade do Cabo, já esta semana, um debate sobre inclusividade do design urbano.

ARPINO é a nova marca de design de equipamento urbano que a CIPRO lança este mês nos mercados angolano e sul-africano. A empresa angolana, presente no mercado internacional do design e arquitectura de interiores, refere numa nota enviada a OPAÍS, que tem como objectivo, através da ARPINO, ‘participar activamente na revitalização da economia local angolana, unindo uma nova geração de designers, artistas, artesãos, empreendedores e jovens profissionais, iniciando ousadas e inovadoras abordagens para a criatividade e inclusividade’.

A CIPRO inscreve a sua actividade num mercado em mutação, em que o planeamento e ordenamento urbano incorporam, de forma crescente, a tecnologia e a globalização. Com o aumento da urbanização e os incessantes avanços tecnológicos, os responsáveis pelo planeamento urbano estão a procurar formas cada vez mais inovadoras de utilizar os espaços públicos, pondo o foco no design socialmente inclusivo e culturalmente mais abrangente.A utilização dos espaços públicos ocupa um lugar central num mundo em que a interconexão e a urbanização são fenómenos que se intensificam. Dentro de 12 anos 70% da população mundial terá acesso à Internet e, em 2050, os mesmos 70% viverão em grandes cidades.

Design urbano em debate

Paralelamente ao lançamento oficial da nova marca na Cidade do Cabo, a CIPRO, em colaboração com o Craft Design Institute – CDI e o Creative Exchange organiza, na próxima Quintafeira, dia 22, na cidade sul-africana, um debate sobre a inclusividade no design urbano, ‘The Yard, The Silo Square’. No painel de oradores figuram o gestor de desenvolvimento urbano do Victoria & Alfred Waterfront, Mark Noble, o designer industrial da ARPINO Carlos Pereira e o artista sul-africano Athi-Patra Ruga. O debate analisará a visibilidade no contexto da produção do espaço público e as estratégias de aumentar a inclusividade a diversos níveis, assim como as relações público-privadas e de colaborações globais.

O debate será moderado por Zahira Asmal, directora de ‘The City’, uma editora e empresa de investigação fundada em 2010, e que trabalhou com arquitectos, académicos, instituições culturais, governamentais e com os media a nível global, iniciando e facilitando projectos focados na arquitectura, na cultura e nas cidades inclusivas. O desenvolvimento do novo Silo District, no V&A Waterfront da Cidade do Cabo, é da responsabilidade de Mark Noble. Trata- se de um projecto multiusos de 80 mil metros quadrados, que abrange os históricos silos de granulação presentes no coração do V&A Waterfront, incluindo o desenvolvimento de um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 1.700 viaturas. Mark Noble conta com mais de 15 anos de experiência em projectos de desenvolvimento e construção nos sectores residencial, comercial, cultural, hoteleiro e de lazer, tendo desenvolvido a sua actividade em várias partes do mundo, com realce para Londres, Dubai e Cidade do Cabo.

Carlos Pereira, o director criativo e designer industrial na ARPINO, possui uma vasta experiência em design de produtos e de sistemas, assim como de ambientes e de arquitectura, desenvolvidos ao longo de vários anos para marcas nacionais e internacionais. Desenvolveu também projectos de investigação com vários centros tecnológicos e universidades, em parceria com a indústria. Foico-organizador e moderador do ‘1º Simpósio Internacional de Biónica’ e responsável pelo desenvolvimento e investigação da Rede Bioma. Outro atractivo do debate que terá lugar esta semana na Cidade do Cabo é a presença do artista internacional sul-africano Anthi-Patra Ruga, que utiliza a performance, o vídeo e a impressão têxtil para explorar noções de utopia e distopia, de material e de memória.

O seu trabalho explora o corpo na relação com a sensualidade, a cultura e a ideologia, criado muitas vezes híbridos culturais. Ruga foi recentemente incluído no livro de Phaidon ‘Younger than Jesus’, que encerra um directório com mais de 500 artistas mundiais com a idade de 33 anos e filiados na galeria ‘What If The World’ (‘E Se O Mundo’). Os seus trabalhos fazem parte de colecções privadas, públicas, e de museus sul-africanos e internacionais: The Zeitz MOCAA; Museion – Museu de Arte Moderna e Contemporânea, Bolzano, Itália; CAAC – Colecção Pigozzi; Colecção Wedge e a Galeria Nacional da África do Sul IZIKO.