Exposição “Terra dos Homens” continua patente no HCTA

Os artistas plásticos Uólofe Griot e Zbi têm em exposição a obra colectiva intitulada “Terra dos Homens”, inaugurada no passado dia 7, pelas 18 horas, do corrente mês, e que estará patente até 7 de Março, no HCTA, em Luanda.

POR: Valquíria Martins

Ainda sob a chancela do Atelier Guilherme Mampuya, os artistas Uólofe Griot e Zbi pintam sobre a “Terra dos Homens”, uma narrativa contemporânea. Segundo fonte de OPAÍS, os dois jovens, cada um na sua esfera, convergem no compromisso e na ligação que os homens têm com a terra (nação), sendo que essa ligação é manifestada na luta para conquistar os sonhos e transformar a sociedade, exponenciando a arte A exposição dos dois artistas plásticos é apadrinhada pelo Atelier Guilherme Mampuya, no âmbito do apoio aos novos talentos, é mais uma das proposta da direcção do HCTA no âmbito da sua política de apoio à Cultura nacional.

O Uólofe, que tem sete obras preparadas, emprega como técnica o marcador e a tinta da china sobre tela no estilo “doodles”, nos seus rabiscos e, às vezes, de forma aleatória, o que nesta exposição tem o mérito de serem propositados e contarem uma história. Já para o artista plástico Zbi, com dez obras, o grafiteiro assumido, tem disponibilizados quadros feitos a acrílico e esmalte, aplicando a técnica de aerografia e spray sobre tela.

São no total dezassete obras que recontam a “Terra dos Homens”, as suas perdas, conquistas e, sobretudo, desafios que a arte proporciona. Estando aberta ao público, os dois jovens, cada um na sua esfera, convergem no compromisso e na ligação que os homens têm com a terra (nação); sendo essa ligação manifestada na luta para conquistar os sonhos e transformar a sociedade. Ambos partilharam experiências na exposição colectiva, que serviu para celebrar o 1º aniversário do Atelier Guilherme Mampuya no ano transacto, intitulada “Exótica”, onde reuniu sete artistas jovens, incluindo Uólofe Griot e Zbi.

Os artistas Uólofe Griot “Zbi”

Uólofe Griot é o pseudónimo artístico de Simão André Sebastião, nascido em Luanda, há 29 anos. Com um currículo cheio de exposições, entre as quais mostras, instalações e performance, Uólofe encerrou o ano 2017 com a exposição individual “Ideia”, tendo apresentado a instalação “Meu Gueto, Minha Bandula” como forma de perspectivar 2018. Por sua vez, Isaas Pinto de Andrade “Zbi”, também natural de Luanda, começou a “grafitar” muito cedo, influenciado pela irmã. Após ter conhecido a cultura Hip-Hop, levouo a formar-se nesta área, sendo que hoje, tem assinaturas em vários viadutos, tendo participados nos “Murais da Leba” (Namibe e Huíla) e na “Bienal de Jovens Criadores da CPLP”, que decorreu em Moçambique.