Japão e UNFPA levam soluções para refugiados congoleses na Luanda-Norte

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) em Angola e o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA sigla em inglês) levaram para a província da Lunda- Norte 50 painéis solares para serem instalados no campo de refugiados da Cacanda, visando mitigar a falta de energia eléctrica.

POR: Iracelma Kaliengue

Florbela Fernandes, representante do UNFPA, declarou que a população que se encontra no campo é altamente vulnerável, sendo cerca de 75 por cento dos refugiados oriundos de Kasai mulheres e crianças. Antes da visita ao campo de refugiados, os representantes do UNFPA e o representante adjunto da JICA, Yuzo Kitamoto, mantiveram um encontro com a administradora do Lovua, Domingas Martins, tendo no fim efectuado a entrega de dois pacotes com luzes solares para a clínica pública do município, para assegurar o atendimento médico nocturno no assentamento dos refugiados congoleses.

“As luzes solares podem ajudar a garantir partos seguros para as mulheres que dão à luz durante a noite, tanto no assentamento do Lovua para refugiados congoleses como para a comunidade anfitriã angolana”, afirmou Florbela Fernandes. Desde o início da violência na região do Kasai, na República Democrática do Congo, no início de 2017, cerca de 35 mil refugiados buscaram segurança na província da Lunda-Norte. Os refugiados têm sido transferidos para o assentamento no Lovua, a 100 quilómetros da fronteira congolesa.

“É admirável ver como o município de Lovua, generosamente tem protegido os refugiados contra um conflito devastador, em consonância com a convenção dos refugiados”, disse a representante angolana. Os responsáveis fizeram uma visita conjunta ao assentamento, onde procederam à entrega de unidades solares para uso na comuna. No total, a JICA e a Panasonic doaram 50 unidades alimentadas por energia solar em resposta à crise humanitária.

As unidades consistem num painel solar, três lâmpadas LED e uma bateria recarregável que também pode ser usada para o carregamento de telefones celulares e outros aparelhos. A coordenadora da UNFPA afirmou que as unidades solares vão ajudar a aumentar a segurança dos refugiados fornecendo luz nas principais áreas comuns. “Ao garantir a luz no posto da Polícia, esperamos que seja mais seguro para os refugiados denunciarem incidentes de segurança. Ainda assim, muito mais deve ser feito para fornecer a quantidade suficiente de luz ao assentamento”, enfatizou.