Ritmos de África sob o signo do“Jazz” hoje no Cine Atlântico

Três músicos angolanos e um moçambicano protagonizam esta noite, no Cine Atlântico, a III edição do Festival Jazzing, a partir das 20 horas, numa produção da Showbiz.

POR: Jorge Fernandes

Trata-se de Irina Vasconcelos, Ndaka Yo Wiñi, Nuno Mindelis (Angola) e Jimmy Dludlu (Moçambique), que esta noite levam ao palco do cinema atlântico, em Luanda, sonoridades seculares musicais abraçadas às ritmias e harmonias do jazz. O espectáculo neste género musical levará uma vez mais os seus apreciadores à uma viagem sonora e interactiva com os protagonistas do concerto a um ambiente de descontração, onde, além do jazz, poder- se-á ouvir outras sonoridades.

Micaela Felizardo, membro da organização, em declarações a este jornal manifestou-se expectante com a realização do concerto, pelo que conta com casa cheia, pois o elenco seleccionado leva-a a apostar neste palpite. Entretanto, ressaltou que o projecto conheceu um interregno durante dois anos. E agora regressa mais estruturado em termos organizativos, pois os motivos que os fizeram parar deveram-se à situação económica que o país atravessa. “Realizamos em 2015 duas edições. Gostávamos de continuar no mesmo ritmo, mas situações alheias à nossa vontade, levaram-nos a abrandar e afectando de forma considerável o nosso trabalho. Preparamo-nos para um concerto à dimensão quer dos artistas, assim como da audiência”, referiu a nossa fonte.

Os protagonistas

Irina Vasconcelos é um talento que empresta o seu dom a ritmos como soul, rock e jazz. Inconfundível e bastante versátil, são algumas das características deste “diamante negro”, desta Angola imensa. Na música leva o apelido “clave de sol”, um símbolo musical que indica a nota sol na pauta.

Ndaka Yo Wiñi

Músico, compositor e investigador cultural que desde tenra idade tomou contacto com a arte musical vivenciando cerimónias tradicionais na sua comunidade, onde estilos, danças, ritmos e rituais do património cultural ovimbundo eram exibidos. A particularidade da sua musicalidade fê-lo distinguir-se imediatamente na arena musical angolana, pela forma original de estar na música. Além do português, inglês e umbundo, possui noções básicas de línguas nacionais como kissolongo, fiote e kimbundo, o que facilita a das raízes etno-antropológicas nacionais.

Jimmy Dludlu

Nasceu na cidade de Maputo, em Moçambique, mas teve toda a sua vivência no país vizinho da Africa do Sul, concretamente na cidade do Cabo. No intuito de desenvolver o seu génio musical, percorreu por outros países africanos e também nos Estados Unidos da América à busca de aprendizado.

Edições anteriores

Refira-se que a primeira edição decorreu em Setembro de 2015, tendo como protagonistas Diane Reeves, ao que se juntaram Totó e Nkeka. Um mês depois aconteceu a II edição envolvendo os músicos, Lokua Kanza, Ayo e Selda “Morena de cá”.