RDC exporta mil toneladas de manganês para Angola, via CFB

Trinta anos depois de paralisada, a circulação ferroviária entre Angola e República Democrática do Congo (RDC) abre um novo capítulo nas trocas comerciais entre os dois países.

A partir da próxima Segunda- feira, 05 de Março, o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) vai transportar, a partir do Luau, mil toneladas de concentrado de manganês explorado nas minas de Kisenge, província do Katanga, na RDC, para exportação. Segundo o administrador para a área técnica do CFB, Edson Lopes, que falava à agência Angola Press, um comboio com 25 vagões foi já preparado para carregar as mil toneladas de concentrado de manganês do Luau para o Porto Comercial do Lobito, onde serão exportadas para o mercado internacional. Segundo o responsável, aguarda- se, entretanto, por outro comboio da Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo (SNCC) já carregado na região mineira de Kisenge para fazer o transbordo da mercadoria para a composição do CFB, num total de 50 contentores de 20 pés cada um.

Edson Lopes referiu que a retoma do transporte de minério da província congolesa do Katanga como resultado da conclusão da reconstrução do CFB nos últimos anos, o que permite agora a reabertura total da linha férrea entre o Porto do Lobito e o Luau, despertando assim o interesse dos países vizinhos, como a RDC e a Zâmbia. O administrador ressalta também a importância do município do Luau como principal ponto de ligação ferroviária entre o CFB e a Sociedade Nacional dos Caminhos- de-Ferro do Congo, numa extensão de 1.344 quilómetros de linha-férrea do leste para o litoral do país.

O que é o manganês e para que serve?

Manganês (Mn)é o nome dado a um metal branco cinzento distribuído em diversos ambientes geológicos, encontrando-se na forma de óxidos, hidróxidos, silicatos e carbonatos. É um elemento importante utilizado na indústria siderúrgica, devido à sua composição físico-química, actua como agente dessulufurante (diminuidor da quantidade de enxofre) e desoxidante (propício a corrosão e ferrugem, por possuir maior afinidade com o oxigénio do que com o ferro). São as formas em óxidos que representam a maior parte da utilização industrial e comercial do elemento.