Carta do leitor: A democracia que não há

Mas, o que fazer para ter e proteger esse bem precioso. Angola é um País dos Angolanos, não de uma elite como julga-se ter, por aqueles que acham que só eles lutaram e só eles devem usufruir dessa independência e dessa paz do calar das armas que hoje reina entre nós.

POR: João Garcia

E, algumas vezes enganam que estão juntos por estarem a partilhar uma mesma sala com as cadeiras e computadores dos mesmos feitios. Que fazer para proteger o bem político mais precioso dos nossos tempos, a Democracia? Não será certamente com a sua exportação à força, nem com a defesa míope de um modelo representativo antiquado, nem com a atribuição do poder político a uma esfera separada, dominada pelos políticos e pelos partidos. Não, para proteger a Democracia é necessário reanimá- la e reprová-la. É necessário criar uma Democracia à altura do momento histórico- uma Democracia participativa, de géneros, económica, e não apenas política, uma Democracia que sai do «palácio» e entra na cultura de toda gente. Angola é de todos e para todos nós independentemente das nossas etnias ou raças, pois, devemos nela participar e não ser representativos. Segundo Jonas Malheiro Savimbi, citado por Ireneu Mujoco no Jornal O Pais, publicado a 23 de Fevereiro do ano corrente afirma que nenhuma etnia, nem nenhum grupo social ou político será bem sucedido se quiser controlar Angola inteira sozinho. Não se precisa de grupos monólogos ou monges para o crescimento e desenvolvimento deste País, mas sim de grupos inclusivos que procuram ou fazem uma Angola de todos e para todos. Para termos esse bem precioso, hoje, é indispensável conjugarmos a representação e a participação, a economia, a política, a família e as instituições.