Importações de Angola registam queda de mais de 20% em 2017

Alimentação e combustíveis são alguns sectores que registaram queda no final de 2017, refere um relatório do Banco Nacional de Angola. Apesar da redução, Portugal e China são os principais fornecedores de bens e serviços para Angola.

No quarto trimestre de 2017, o país teve uma redução das importações em 22,00%, destacando- se a queda das importações de combustíveis em 26,38%, de alimentos em 18,73% e o de outros bens em 22,04%. Comparativamente com o período homólogo de 2016, a diferença é de 19,35%. Os principais países de origem das importações, Portugal e a China estão entre os fornecedores preferenciais. O documento do BNA diz ainda que as importações da Bélgica e do Brasil passaram a ter mais peso para o país.

Acrescenta ainda que o Banco Nacional de Angola disponibilizou aos agentes económicos, através dos bancos comerciais e por meio de vendas directas e leilões, cambiais no valor de USD 2.083,15 milhões, uma diminuição de 16,56%. Ainda no último quarto do ano passado, prossegue o documento, ficou marcado por um decréscimo do total de montantes colocado à disposição do mercado secundário, verificando-se em Outubro a venda de USD 608,63 milhões, em Novembro de 784,85 milhões e em Dezembro de 689,67 milhões. Do total das vendas realizadas pelo BNA no quarto trimestre de 2017, o sector da alimentação foi o que mais absorveu divisas, seguido pelo sector petrolífero.

E sobre a venda de divisas aos bancos comerciais, o relatório do BNA refere que registou-se uma diminuição na ordem de 83% no final de 2017, para USD 2.050,04 milhões, uma queda de 11,53% pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre e um incremento de 13,91 pontos percentuais face ao período homólogo de 2016. “Dos USD 2.050,04 milhões de dólares, 63,94% foram destinados às operações de mercadorias”, refere o BNA. Ainda no período em análise, verificou-se um aumento no peso das vendas destinadas a mercadorias, em 15,94 pontos percentuais, e uma queda no peso das vendas destinadas a invisíveis em 22,21 pontos percentuais.

Em termos homólogos, registou- se um aumento de 7,23 pontos percentuais no peso das divisas destinadas a mercadorias e uma queda de 9,45 pontos percentuais no peso das execuções de operações relacionadas com invisíveis. Entre Setembro e Dezembro de 2017, o valor do Kwanza face ao dólar norte-americano manteve- se praticamente fixo no mercado primário, mas depreciou-se no mercado secundário de divisas e de notas na ordem de 0,13% e 1,02%. Todavia, houve uma apreciação nas casas de câmbio na ordem de 1,44 por cento e uma depreciação no mercado informal de 11,38%.