Livro de auto-ajuda sobre relações conjugais lançado em Luanda

Sob a chancela da Editora Acácias, na Sexta-feira passada a terapeuta brasileira Carita Celedónio lançou na Mediateca de Luanda o livro intitulado “Quero Sexo”. O acto foi precedido de uma palestra sob o tema “Crise no relacionamento”

POR: Jorge Fernandes

Os vários tabús que envolvem o tema “sexo” foram o mote para a terapeuta brasileira apresentar em livro algumas dicas sobre as relações conjugais que têm a ver com aspectos como conviver a dois, o perdão, o saber admitir um erro e ainda compreender o outro. Estes foram alguns aspectos apresentados pela autora durante a apresentação da obra, que levou à Mediateca de Luanda vários jovens ávidos por obter a aludi- da obra. Nessa prelecção, Carita Celedónio aproveitou a ocasião e alertou os casais a manter a chama do relacionamento sempre activa. “Sentimo-nos seguros depois de nos casarmos. Depois de casados perde-se o cuidado que se tinha antes durante o namoro, sobretudo as mulheres, deixem de dar motivos para que o seu parceiro não regresse a casa, sob pretexto de que está com os amigos, isso é mau”, avançou.

Em seguida, a psicoterapeuta considerou com alguma ironia ser imperioso que não se dê motivo para que o parceiro saia na Sexta-feira e apenas regresse no Domingo, pois o risco é de vir a trair ou ser traído. O diálogo é a base para construção de relacionamentos saudáveis. Entretanto, sobre esse e outros assuntos, o livro “Quero sexo” espelha aconselhamentos, directrizes de auto-ajuda, quer para homens quer para mulheres, numa sociedade em que começam a ser dados passos para esse aprendizado, embora a autora reconheça que ainda haja mui-to machismo. Por outro lado, salientou que a falta de preparação em muitos casais leva a esse desmoronamento. “Os pais dizem, filho case, trabalhe e sustente a sua família. E nunca, filho case e ame a sua família. Sustente a tua casa e os teus filhos”, apontou E as mães, por sua vez, dizem, lembra ainda Carita Celedónio, dizem “Case, que o casamento é uma maravilha e 30 dias depois notamos que aquilo que parecia um mar de rosas, vira um abismo. Mas o importante é ser feliz sem ter razão sempre que haja desentendimentos, pois casamento nenhum combina com eu tenho razão”. Durante a sua comunicação, a terapeuta aconselhou os casais a viverem de forma equilibrada  relacionamento para não chegar ao ponto da saturação. “Ninguém pode mudar a natureza do outro. Podemos moldar e não mudar. Por isso, é importante que se respeite o espaço de cada um embora vivam a dois”, opinou a Dra. do Amor.

Leitores

Em conversa com OPAÍS, Luísa Afonso, estudante de 27 anos de idade considerou oportuna a obra devido à pertinência do te- ma. Para ela, suscita curiosidade e ao mesmo tempo leva a compreender dicas que se bem apreendi- das ficam para toda a vida. Edson Abreu, por sua vez, disse ser prematuro ainda tirar ilações sobre a obra, porque não a tinha lido o suficiente naquele dia. Todavia, acrescentou que a palestra que seguiu com muita atenção, serviu de grande aula pois está a preparar-se para ajustar o nó com a sua noiva.

Próximos lançamentos

Depois de Luanda, o livro vai ser vendido e autografado dia 16 de Março na cidade do Lobito, na Casa da Família Colégio Santa Doroteia e, no dia 17, no auditório da Rádio Benguela. Já no dia seguinte o mesmo estará a ser apresentado no Hotel Continental, e todas as apresentações se- rão precedidas de uma palestra sob o tema “A crise no relacionamento”, além de estar dispo- nível nas grandes superfícies comerciais em todo o país.

A autora

Carita Celedónio é terapeuta, mestre de Reiki e taróloga, palestrante na área de relacionamento, solução de conflitos, auto-ajuda e desenvolvimento pessoal. Publicou os livros “Doce Vida” e “Você também pode”. Doce Vida é uma obra de poesia espiritual dedicada às crianças portadoras de HIV e tuberculose. “Você também pode” aborda as mudanças pessoais na óptica da auto-estima. A fisioterapeuta brasileira exerceu a actividade profissional em África e na Europa durante mais de 14 anos, onde tem sido apelida- da por “Dra. do Amor”.