Agentes do Ministério das Finanças decretam greve de 120 horas no Burkina Faso

Agentes do Ministério das Finanças decretam greve de 120 horas no Burkina Faso

Os agentes do Ministério da Economia e Finanças do Burkina Faso iniciaram Segunda-feira, em todo o território nacional, uma greve de 120 horas para exigir melhorias nas condições de vida e de trabalho, constatou a PANA no local.

Os pontos sob reivindicação dos sindicatos do sector são, entre outros, o respeito aos compromissos das autoridades para a recondução do check off (desconto directo pelo empregador a favor do sindicato), o restauro da dotação do combustível de funcionamento aos agentes, a adopção de um estatuto que garanta a segurança a todo o pessoal e a suspensão das reformas lançadas no seio deste Ministério, sem a adesão dos trabalhadores.

A maioria dos gabinetes estão encerrados no Ministério da Economia e Finanças, bem como nas direcções regionais, segundo testemunhas. Os trabalhadores concentraram-se na Bolsa do Trabalho, em Ouagadougou, depois de repelidos diante do seu Ministério de tutela pela Polícia. Num comunicado publicado desde o fim de semana passado, o Governo burkinabe diz não estar em condições, no quadro das presentes negociações, de pronunciar- se sobre o conteúdo a dar a um estatuto « seguro », visto que um processo que pretende ser inclusivo está aberto sobre a questão da reforma das remunerações e das vantagens complementares.

A tensão social vivida desde a chegada ao poder do Presidente Roch March Christian Kaboré, em 2016, obrigou a equipa deste último a tomar várias medidas, incluindo a revisão completa dos salários, recorde-se. Uma conferência sobre as condições de remuneração aos agentes públicos do Estado está prevista para 12 a 14 de Junho de 2018, soube-se de fonte governamental.