Editorial: A imagem da justiça

A justiça tarda, mas não falha, diz o povo. Ou melhor, dizia-se. Tomara que assim fosse sempre. Agora, que a justiça está no centro das nossas atenções em Angola, o ideal seria que os órgãos que a operam fizessem por ser justos e respeitáveis. Mas toda a gente sabe que isso não vai acontecer do dia para a noite. E será pior se os funcionários da justiça, sejam eles meros oficiais de justiça ou juízes, não fizerem um esforço para melhorar a sua própria postura e imagem ante os cidadãos. Para começar, o ideal seria reduzir a arrogância, os atrasos e acertar no respeito pelos cidadãos, mormente nas convocatórias, nos julgamentos e nos adiamentos constantes de actos de justiça sem prévio aviso. Para além de um certo comportamento cívico exigível mesmo no convívio social.