Puto Português e Patrícia Faria inauguram projecto “Duetos N’Avenida”

Os músicos Puto Português e Patrícia Faria são os rostos de estreia do projecto “Duetos N’Avenida”, um novo projecto cultural que será apresentado esta tarde em conferência de imprensa, numa promoção da Zona Jovem Produções.

O concerto marcado para o próximo dia 25, na Casa 70, é o primeiro de um total de cinco concertos, que vão reunir em cena dez vozes dos melhores intérpetres da música angolana, em cinco shows, cada um deles com uma dupla de artistas em encontros acústicos memoráveis. Durante a conferência de imprensa, o director da Zona Jovem Produções Figueira Ginga, que idealizou o “Duetos N’Avenida”, falará sobre a iniciativa, o que representará para o meio musical local a agenda já confirmada de todos os espectáculos da primeira temporada e detalhes do desafio de juntar grandes nomes num só projecto. Na lista de artistas já confirmados estão Paulo Paim, Yuri da Cunha e Paulo Flores, dentre outros a serem anunciados apenas na conferência.

No ano passado, Figueira Ginga liderou um projecto musical de sucesso, o “Serenatas à Kianda”, para o qual trouxe os brasileiros Jorge Vercilo e Maria Gadu, que fizeram duplas, respectivamente, com Filipe Mukenga e Gabriel Tchiema. No projecto actual, ele mantêm o modelo de duplas, mas reforça a participação angolana neste projecto. Na conferência marcada para hoje, o empreendedor cultural Figueira contará um pouco sobre o desafio de juntar artistas de gerações diferentes, tendo em comum o formato acústico, que tanto agradou à plateia presente na Casa 70 no ano passado para as “Serenatas”.

Os artistas

Patrícia Faria é das mais promissoras artistas da música jovem nacional, destacando-se no estilo Semba. Foi a primeira mulher a vencer o maior concurso de música nacional, promovido pela Rádio Nacional de Angola “Top dos Mais Queridos”, em 2003. Além de cantora é advogada de profissão e locutora de rádio.Puto Português Iniciou-se na excentricidade do estilo Kuduro, na companhia do malogrado Nacobeta. Lino Fialho, seu nome próprio, arriscou- se mais tarde no Semba e Kizomba e são esses os ritmos que o têm mantido na mó de cima. Com o álbum “Geração de Semba”, marcou a sua entrada nas maiores pistas e palcos quer nacionais quer internacionais.