Carta do leitor: Milhões do algodão no Cuanza-Sul

Melhores cumprimentos a toda equipa deste jornal. Não fiquei deveras surpreendido com a notícia que vai fazendo manchete nos nossos midias nacionais sobre o os dinheiros do algodão.

POR:Lemos Ganga/Luanda

Pois, está aos olhos de todos, para quem passa no troço Gabela até ao desvio. Um cenário triste dos equipamentos abandonados (máquinas, tubagem de rega, residências campos, etc). Investimento que deveria, de certa forma, permitir, por um lado, alavancar a produção de algodão e oferecer empregos a milhares de jovens e até mesmo envolver famílias camponesas no sentido de reduzir a sua pobreza. O que mais me entristece é o facto de ter sido um financiamento de um país que solidarizou- se com a nossa condição económica e que esperava ver as coisas depois a andar com os seus próprios pés. Hoje, temos as indústrias têxteis cujas infraestruturas foram reabilitadas (Satec no Dondo, África Têxtil em Benguela e as Textang em Luanda), e que também já vão aos poucos se degradando, porque não funcionam por falta de algodão. Agora, acho que os órgãos do Estado ligados à justiça angolana têm aqui mais um caminho meio aberto para investigar como é que estes valores vergonhosamente foram geridos sem no entanto produzir resultados. Conhecemos pois, quais são as instituições públicas que lidam com fundos de investimentos quando o assunto tem a ver com os diferentes sectores, neste caso o da agricultura. Acho que alguma coisa deve ser feita para se esclarecer o assunto. Aliás, a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.