JURA convoca Congresso Ordinário para Novembro

O secretário-geral da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), Alicerces Mango “Aly Mango”, convocou, ontem, em Luanda, o IV Congresso Ordinário da JURA, a realizar-se de 08 a 10 de Novembro de 2018

POR: Neusa Filipe

Durante uma conferência de imprensa realizada ontem, em Luanda, o líder do braço juvenil da UNITA informou que o Congresso vai decorrer em Luanda sob o Lema “JURA, Nova Etapa, Nova Dinâmica Para a Vitória”, e servirá para fazer um balanço do seu mandato de quatro anos e perspectivar o futuro desta organização. Segundo Aly Mango, o Congresso vai ainda fazer uma renovação dos órgãos sociais, desde o secretariado geral ao Comité Nacional e demais outros órgãos deliberativos. No que respeita à sua sucessão no cargo de secretário-geral, considerou que o momento não é propício para falar da sua recandidatura, e, embora não tenha avançado nomes, garantiu que já houve manifestações de interesse por parte de alguns candidatos que serão conhecidos no momento oportuno.

“A UNITA é a pioneira da democracia, há já intenções para possíveis candidaturas, mas não posso avançar aqui os nomes, tão-logo a comissão eleitoral for constituída iremos anunciar”, prometeu. No âmbito das actividades realizadas ao longo do ano, destacou o facto de a JURA ter andado pelo país, “transmitindo a mensagem do partido para cada angolano”. Considerou animador o facto de ter convivido com os jovens de todos os estratos sociais. “Este convívio permitiu-nos aferir as frustrações, as ansiedades, os sonhos e as potencialidades da juventude angolana”, revelou.

Situação político-económica do país

O jovem político manifestou a sua preocupação relativamente à situação político-económica do país, afirmando que a expectativa que no início pairava face à constituição e o programa do novo Governo “caiu por terra, visto que o cenário que se vive, sobretudo no enquadramento da juventude, mostra completamente o contrário”.

Pacote Legislativo Autárquico

Sobre a auscultação pública do Pacote Legislativo Autárquico que no mês passado terminou, Aly Mango declarou que o que aconteceu foi uma “imposição e não uma auscultação”. Em sua opinião, o Governo deveria ouvir as preocupações da sociedade civil e tirar ilações sobre o processo, com recomendações, a fim de inserí-las na referida proposta de lei. “O MAT já foi com uma ideia clara de implementar o gradualismo geográfico e não as aspirações da sociedade angolana, de todos terem a mesma oportunidade e de se realizar as eleições autárquicas em todos os municípios”, concluiu.