Savimbi pode ser exumado este ano, diz Samakuva

A exumação e inumação dos restos mortais do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, morto em combate em 2002, podem ocorrer este ano, segundo o presidente da organização partidária, Isaías Samakuva.

De acordo com a agência de notícias Angop, o líder da UNITA, que falava à imprensa depois de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço, e sem mencionar dadas concretas (…) “mas no que o senhor Presidente nos disse que este ano o assunto ficaria resolvido”. Para o presidente da UNITA, o importante é que o Governo continue disponível, o resto não conta. Jonas Savimbi morreu em combate a 22 de Fevereiro de 2002, na comuna de Lucusse, e foi enterrado no dia seguinte, no cemitério municipal da cidade do Luena, sede provincial do Moxico.

O presidente da UNITA disse que, paralelamente a questão da exumação que inclui no quadro da reconciliação nacional, será essencial que a inserção de viúvas no processo de pensões ou de reforma dos antigos militares, para reduzir as suas dificuldades. Encorajou a política externa do país, ao mesmo tempo que pediu ao Executivo maior atenção às questões sociais e económicas do país, que a seu ver se agravam com o surgimento de greves, associadas à falta de empregos. Questionado sobre que propostas levou, respondeu que o Presidente deve ter ideias para ultrapassar as actuais dificuldades. Falou da necessidade de os angolanos ultrapassarem as diferenças existentes, trabalhando num processo de inclusão para desenvolver o país e trazer prosperidade para os cidadãos.

Disse ter defendido um diálogo mais aberto entre todas as sensibilidades para que todos contribuam para a reconciliação nacional. A União Nacional para a Independência Total de Angola, mais conhecida pelo seu acrónimo UNITA, é um partido angolano fundado em 1966, também por dissidentes da FNLA e do GRAE (Governo de Resistência de Angola no Exílio), de que Jonas Savimbi, fundador da UNITA, era ministro das relações exteriores, diz a Angop. Desde as primeiras eleições multipartidárias de 1992 que a UNITA se mantém como a segunda força política do país. Nas últimas eleições gerais de 2017 ganhas pelo MPLA, a UNITA conseguiu fazer eleger 51 dos 220 deputados. Em 2012 tinha 32 representantes na Assembleia Nacional.