Banco disponibiliza Kz 900 milhões para o micro crédito

O Banco Postal tem disponíveis, na sua carteira de crédito, cerca de Kz 900 milhões para o micro-crédito e Kz 40 milhões para apoiar comerciantes informais a potenciar as suas actividades, no sentido de reduzir a informalidade da economia

POR: Hélder Caculo

Em entrevista ao OPAÍS, Virgílio Mendes, director- geral que responde pela unidade de Comércio & Empresários, revelou que a instituição tem capacidade financeira para oferecer operações de crédito aos clientes, desde que estejam devidamente organizados e a sua avaliação de risco garanta ao banco o retorno do capital emprestado. O objectivo é potenciar as micro- finanças ou micro-crédito através de várias soluções de financiamento e apoio às médias empresas, assim como diminuir a actividade informal. “Temos vários produtos, como, por exemplo, o “Postal do Empreendedor”, que vai até Kz 5 milhões.

Para as médias empresas temos um pacote  especial denominado “Postal Empresas”, com financiamento até Kz 10 milhões com possibilidade de ascender aos Kz 100 milhões. O responsável declarou igualmente que o Banco Postal desenvolve um programa de crédito e financiamento de projectos de negócios informais avaliado em cerca de Kz 40 milhões. “Hoje, temos orçamentados Kz 40 milhões para o mercado informal. Somos um banco com menos de um ano de operação. Para aquilo que nós orçamentamos para o sector informal, neste momento, temos uma taxa de retorno bastante eficiente”.

Disse que a instituição que dirige está ciente de que o mercado informal é um grande desafio, a nível de financiamento, sobretudo, devido ao risco do crédito. E explicou, que “para o financiamento aos comerciantes informais, o banco vai disponibilizar uma verba que não representa risco orçamental para o seu capital. “O mercado informal representa um grande potencial financeiro e com muitas vantagens. Hoje, temos exemplos de países onde o sector informal contribui muito para a economia, podemos citar o caso do Brasil, China, Japão e em África a Nigéria, Senegal, Quénia e Rwanda, que é a maior revolução económica de África actualmente. Percebemos que Angola também possui grande potencial a nível do comércio informal”, frisou.

Kz 200 milhões já disponibilizados

O Banco Postal já financiou, até agora, 30 comerciantes que intervêm em diversos sectores da actividade comercial informal. Virgílio Mendes revelou que o Banco Postal já financiou Kz 200 milhões projectos nos sectores da indústria farmacêutica, educação, restauração, indústria, revenda e venda, serviços e comércio. “Percebemos que existe um grande número de empresários em todo o país que precisam de algum apoio financeiro porque não há economia que cresça sem apoio dos bancos. Claro que há também o grande desafio que tem que ver com a gestão de negócios por parte dos nossos clientes”, apontou. Para apoiar iniciativas empresariais o BP desenvolve uma unidade especializada em crédito, micro-crédito e micro-finanças para apoiar pequenos empreendedores, empreendedores de nível médio e comerciantes do sector informal.