Editorial: O exemplo do Estado

Se o Governo angolano quer mesmo dinamizar a economia nacional, se quer que a produçãoo nacional tenham qualidade, além de crescimento, então deverá esforçar-se muito por valorizar o consumo. O consumo responsável, claro, mas também a defesa do consumidor, sem ele não haverá relançamento da economia. No nosso país, os abusos aos direitos do consumidor são mais do que muitos, não apenas na adulteração das datas de validade dos produtos, mas, sobretudo, nos serviços prestados por empresas públicas, que deveriam estar na vanguarda da valorização do cliente ou utente. O caso da TAAG é apenas um, mas é o exemplo acabado de como o Estado trata os seus cidadãos. Diz-lhes simplesmente que não têm direitos. Neste aspecto, estamos anos luz atrasados. E com tal atraso, embrulhem-se os discursos em papel dourado, mas a economia não se recuperará e a sociedade não avançará.