Governo chinês oferece bolsas a estudantes angolanos

A bolsa será integral e inclui a propina nas universidades, custos de alojamento, seguro de saúde e uma ajuda de quantia de vida mensal de cerca de USD 400, segundo Chen Ziyang, o chefe de Secção Política da Embaixada do país asiático.

O Governo chinês ofereceu 16 bolsas de estudo para licenciatura a jovens angolanos que se irão formar em diversas áreas de ensino e em distintas universidades do país asiático num período de que vai de cinco a sete anos. A cerimónia oficial de despedida aconteceu ontem, em Luanda, presidida pelo chefe de Secção Política da Embaixada da China em Angola, Chen Ziyang, e serviu para dar a conhecer aos beneficiários aspectos gerais da bolsa e as cidades em que serão acomodados. Os jovens, com idades compreendidas entre os 17 e os 24 anos de idade, vão frequentar na China os cursos de Medicina Clínica, Medicina Chinesa, Pediatria, Engenharia Civil, Engenharia Química, Engenharia Eletromecânica, Electrotecnia, Informática e Finanças.

A bolsa será totalmente paga pelo Governo chinês e inclui a propina nas universidades, custos de alojamento, seguro de saúde e uma ajuda de custo de vida mensal de cerca de USD 400, conforme garantiu o chefe de Secção Política da Embaixada deste país. “A bolsa é integral e acreditamos que o que estamos a oferecer é o suficiente para terem as condições necessárias para a formação”, disse Chen Ziyang, que destacou o desempenho dos anteriores beneficiários, alguns dos quais estiverem entre os melhores nas respectivas universidades. Segundo este responsável, no âmbito do acordo de intercâmbio educacional entre os dois países, o Governo chinês já ofereceu mais 300 bolsas de estudo, para além dos que foram cedidos unilateralmente pelas universidades. Chen Ziyang disse que a China nunca suspendeu as bolsas e vai continuar a fornecer não apenas as de licenciatura, como também as de pós-graduação, mestrados e para doutoramentos.

Estudante prometem dar o máximo

Helga de Sousa, agraciada com a bolsa de Engenharia de construção civil, disse que estar na China para esta formação é a concretização de um sonho, realçando que neste país encontram-se das melhores instituições para a área em que pretende formar-se. A jovem, de 19 anos de idade, acrescentou que se sente privilegiada por fazer parte dos 16 estudantes seleccionados e espera regressar para ajudar na construção de infra-estruturas e desenvolver o país. Para Manuel Domingos, de 22 anos, estar neste leque restrito de estudantes seleccionados representa uma grande responsabilidade e pretende corresponder da melhor forma aplicando-se nas aulas. Manuel ganhou a bolsa de electrotecnia e espera voltar ao país para dar o seu contributo no desenvolvimento deste sector. Disse que idealizou ir para a Europa, todavia, tendo em conta os níveis de desenvolvimento alcançados pela China, não tem dúvida de que sairá bem formado. A partida para a China está marcada para dois momentos, tendo em conta que o primeiro grupo tem a ida prevista para o fim do presente mês e o segundo grupo ruma apenas no princípio do próximo mês.