Autoridades de Moçambique vendem pedras preciosas em feira

A nível da região austral de África, Moçambique é um dos países com muitos recursos mineiros, como é o caso dos diamantes.

O propósito da feira é tirar do circuito informal todos aqueles que não pagam impostos ao Estado A realização da terceira edição da Feira de Gemas de Nampula (Fagena), com a presença de expositores, comerciantes e autoridades, é uma forma de desencorajar a comercialização ilegal de minerais preciosos e não-preciosos, disse o director provincial dos Recursos Minerais e Energia.

“A cidade de Nampula é o maior centro de comercialização de minerais de Moçambique e, por isso, entendemos criar um espaço para que as pessoas possam comprar e vender minerais, pagando os impostos devidos ao Estado, o que normalmente não tem acontecido”, disse Olavo Denisasse, acrescentando ter sido este o propósito “que nos levou a criar esta feira em 2016.” O director provincial adiantou à agência noticiosa AIM que este tipo de certame está a ser realizado ao nível local e distrital, culminando no provincial.

Reafirmou que este ciclo de feiras permite que as transacções possam ser feitas de forma segura. Cândido Rangeiro, quadro do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, disse, na sessão de abertura do certame, que a realização de feiras de pedras preciosas pode ser uma forma de encorajar os operadores informais do sector a entrar na legalidade. “A Fagena visa criar um espaço de referência nacional e internacionalização das pedras preciosas produzidas em Moçambique”, concluiu.