Carta do leitor: Estamos malé, malé, ya!

Com a crise que passou a morar em Agola a partir de 2014, o Executivo desceu a correr dos limbos da “banga angolana” e decidiu um quanto tarde demais – mais de 40 anos de atraso – pôr os pés assentes no chão e criar políticas públicas para resolver os famigerados “problemas do povo”.

POR: Raúl Castro Santeiro
Luanda

Acorreram ao tacho governamental uns engraçadíssimos sabichões da economia e decidiram diversificar a economia. Essa medida, está claro, devia ter sido tomada no “tempo das vacas gordas”, mas enfim, mais vale tarde do que nunca. Portanto, um quanto tardiamente com os pés assentes no chão, começaram, enfim, a ser criadas políticas públicas para resolver os tais “problemas do povo”. Passados estes anos desde esse tempo de ameaça de crise até hoje, a verdade é que, com com a subida de mais de 100% do preço dos combustíveis no país, com a subida vertiginosa do preço dos produtos no mercado formal e informal, o que nós vemos é que a política de regulação de preços não se faz sentir no mercado angolense, por isso, a vida será cada vez mais dura. Perante este cenário, as famílias de baixa renda serão as mais afectadas, porque têm um nível de vida mais baixo do que o mínimo de pobreza que possamos imaginar. Entretanto… Ai ué!, a única coisa que se manteve estável foram os salários! Essa gente, portanto, uma vez mais sentiu-se traída. E agora é preciso ter coragem, porque urge responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis desta situação, quer dizer,os gestores públicos que roubaram. Ou prevaricaram.