MAI encoraja Presidente da República a prosseguir o combate contra a corrupção

O presidente do Movimento de Apoio Integral (MAI), uma organização não-governamental angolana que congrega associações cívicas e igrejas, encorajou o Presidente da República, João Lourenço, a prosseguir a cruzada contra a corrupção.

Mbombo Mfito falou à TPA e a OPAÍS à margem da abertura de um seminário sobre evangelização decorrida no bairro da Sapu, em Luanda, realçando que a instituição que dirige está satisfeita com os resultados até aqui alcançados. Segundo o responsável, a detenção de alguns cidadãos nacionais e estrangeiros implicados em actos de corrupção demonstra o esforço que o Executivo liderado por João Lourenço está a desenvolver para se acabar com este mal social. Para a fonte, mais do que palavras, há sinais de que os “crimes de colarinho branco” estão a abrandar, pelo facto de haver sob alçada da justiça altos responsáveis e cidadãos comuns acusados de vários crimes de corrupção.

Apontou como exemplo a detenção, julgamento e condenação nos “casos AGT (Agência Geral Tributária)”, “Burla à Tailandesa” e outros, realçando que esta cruzada deve continuar para devolver a dignidade ao país, sobretudo no estrangeiro. “O Presidente da República tem de continuar com este seu cavalo de batalha que é combater a corrupção, com a ajuda dos tribunais, sem isso o país não avança”, disse. Mbombo Mfito declarou que a sua instituição, enquanto membro da sociedade civil, está aberta a contribuir para esta cruzada, sensibilizando os seus membros a abdicar de quaisquer actos de corrupção, por um lado, e, por outro, a denunciar tais actos.

Transição política

Por outro lado, o presidente do MAI augura uma transição política pacífica no MPLA, partido que sustenta o Governo, com a passagem do testemunho do presidente do partido, José Eduardo dos Santos ao seu vice-presidente no e actual Presidente da República, João Lourenço. Mbombi Mfito mostrou-se satisfeito perla forma como a transição está a ser preparada, que marcará o fim do ciclo político de José Eduardo dos Santos, no dia 8 de Setembro deste ano. O responsável enalteceu os feitos do Presidente da República cessante, que dirigiu o país durante 38 anos, tendo-o apontado como sendo o obreiro da paz, 27 anos depois de uma guerra fratricida.