M’Banza Kongo regista redução nos preços dos produtos agrícolas

O preço de venda de alguns produtos agrícolas com realce para a crueira, banana, feijão e batata-doce produzidos no município de Mbanza Kongo, província do Zaire, registou, nos últimos dois meses, uma redução significativa no mercado local.

No município do Zaire constatou-se que o saco da crueira (bombó) que nos últimos dois meses estava a ser comercializado a 15 mil Kwanzas, custa agora sete mil. Um cacho de banana-pão custa agora 500 Kwanzas, contra os 2 mil anteriores, ao passo que o quilograma de feijão manteiga passou de 500 para 350 Kwanzas. Um monte de batata-doce está a ser vendido a 200 Kwanzas, menos 300 Kwanzas.

As vendedoras atribuíram a descida nos preços ao aumento da oferta destes bens agrícolas produzidos localmente, iniciativa aplaudida também por munícipes de Mbanza Kongo. A presidente da Confederação de Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias (UNACA) no Zaire, Amélia Alice Calassi, confirma ter havido um aumento significativo da produção agrícola, nos últimos meses, daí a redução nos preços dos produtos do campo. “Há todo um esforço dos camponeses locais, no sentido de corresponderem ao programa do Executivo de redução da fome nas comunidades”, disse a responsável, para quem com o aumento da produção os camponeses têm a possibilidade de vender os excedentes.

Na ocasião, Alice Calassi considerou o mau estado das vias de comunicação secundárias e terciárias um obstáculo ao escoamento da produção agrícola para os potenciais mercados, situação que se alia à escassez de meios de transporte. Segundo a fonte, caso se cumpra a promessa de distribuição de tractores aos camponeses associados, feita pelo Executivo, a produção agrícola na região poderá conhecer subida maior. Precisou que, pelo menos 25 hectares de terras aráveis estão a ser preparados para a próxima campanha agrícola, que arranca em Outubro deste ano, com recurso a meios rudimentares, como enxadas e outros. “Com tractores, fertilizantes, sementes, boas vias de comunicação e transportes, os camponeses poderão subir ainda mais a quota da produção agrícola e escoar boa parte dela aos potenciais mercados”, enfatizou.