Comunidade islâmica enaltece acolhimento do Governo angolano

A comunidade Islâmica em Angola (COIA) agradeceu ao Governo angolano o acolhimento e a protecção que os fiéis muçulmanos têm encontrado em Angola.

O reconhecimento foi feito esta Terça- feira, em Luanda, durante o culto de acção de graças a Aláh (Deus), do “Eid al-Fitr” (festa do fim do Ramadão”, realizado na Grande Mesquita do Hoji ya Menda, município do Cazenga. Segundo o iman (pregador), Saliou Diallo, a Comunidade Islâmica em Angola está satisfeita pela forma como as autoridades angolanas têm tratado os muçulmanos de vários países residentes em todo o território nacional. Apesar de ser uma religião não reconhecida pelo Estado Angolano, o religioso afirmou que a COIA tem tido um tratamento similar ao das igrejas cristãs, revelando que nunca registou reclamação de qualquer crente que tenha sido importunado por ser muçulmano.

“Nem pelas autoridades deste país e nem pela população, nós rezamos livremente”, reconheceu Diallo, tendo apelado aos seus fiéis para continuarem a respeitar as autoridades e a Constituição da República de Angola(CRA).Afirmou que o religioso não deve dividir os homens enquanto filhos de Deus, por acreditarem na unicidade de um único Criador que fez todas as nações, realçando que “estamos condenados a viver em harmonia”. Durante a sua homilia, cujo culto foi assistido por diplomatas das embaixadas dos Estados Unidos da América, da Guiné Conacry, e da Gâmbia, Saliou Diallo afirmou que os muçulmanos vão continuar a cooperar com o Governo, enquanto cidadãos que residem neste país.

Depois de exaltar a importância da festa do Ramadão, o iman disse que a profissão da fé dos fiéis muçulmanos ficou mais fortalecida, após 40 dias de jejum. “Este é um dia muito grande para os crentes muçulmanos, porque leva-nos a reflectir sobre a nossa existência e agradecer a Aláh (Deus) por ter-nos criado como seres humanos”, sublinhou, acrescentando que o momento é aproveitado para o perdão mútuo e incondicional entre pessoas desavindas. “Quem tem inimizade com alguém deve aproximar-se a ele e pedir perdão e renovar o convívio normal”, apelou. Esta é a segunda festa mais importante do islão, depois da “Id al Adha”(Festa do sacrifício).