Industriais nacionais protegidos pelo Executivo

As medidas protecionistas do Executivo aos industriais nacionais foi avançada pelo ministro do Comércio, Jofre Van-Dúnem Júnior O Governo está empenhado na criação de estímulos para que empresas como a Biocom cresçam e se transformem no principal agente impulsionador da economia do país, afirmou o ministro do Comércio, Jofre Van-Dúnem, no final da visita a aquela unidade de produção.

Segundo o ministro, empresas como a Biocom, vocacionada à produção de açúcar, energia eléctrica e etanol, devem tomar medidas que protejam a indústria nacional e garantam a redução das importações. O ministro falava no final de uma visita às instalações da Biocom, no município de Cacuso. Durante a visita, a direcção da empresa apresentou várias inquietações, como o acesso às divisas, a falta de incentivos fiscais, entre outros.

Disse que, através do PRODESI (Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações), o Governo está empenhado em estimular os empresários nacionais. Por sua vez, o director-adjunto da Biocom, Luís Bagorro espera pela aplicação integral das medidas constantes no PRODESI, para que se criem efectivamente mecanismos que facilitem a Biocom satisfazer as necessidades nacionais relativamente ao abastecimento de açúcar, actualmente situado na ordem de 30 por cento.

A Biocom (Companhia de Bioenergia de Angola) está implantada numa área de 81 mil e 201 hectares, 11 mil e 55 das quais estão reservados à preservação da fauna e a flora, 70 mil e 102 hectares destinados à produção agrícola. A empresa prevê atingir a sua capacidade máxima de produção em 2022 , com um volume de 256 mil toneladas de açúcar, 33 mil metros cúbicos de etanol e 235 mil megawatts de energia eléctrica. Actualmente, a companhia produz 10 mil sacos de açúcar de 50 quilogramas/dia.