Chefe do Daesh “reaparece” com discurso de quase uma hora

O líder do auto-proclamado Estado Islâmico já foi dado como morto em várias ocasiões e dele não havia notícias desde Setembro de 2017, quando reagiu numa mensagem de áudio perda do controlo das cidades de Raqqa e Mossul, antigos bastiões do Daesh no Iraque.

Agora, alBaghdadi voltou a fazer-se ouvir da mesma forma, num áudio difundido pelo grupo de media ligado à organização terrorista, o al-Furqan. Na mensagem de 55 minutos partilhada através da rede de mensagens instantâneas Telegram, o chefe do Daesh pede aos seus seguidores para continuarem a jihad (guerra santa) e para resistirem à perda de controlo territorial no Iraque e na Síria. Abu Bakr al-Baghdadi diz que os jihadistas estão a ser testados por Alá e devem manter-se unidos.

Os que “pacientemente resistirem” ao “medo e à fome” serão “presenteados com boas novas” no futuro, acrescenta na mensagem divulgada por ocasião do Eid al-Adha, o festival muçulmano que marca o fim do Hadj (peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos).

A autenticidade do áudio não foi ainda confirmada, mas um porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (responsável pelas operações e relações militares dos EUA no Médio Oriente) disse à CNN que os serviços de inteligência norte-americanos acreditam que al-Baghdadi está mesmo vivo. “Penso que nunca nenhuma fonte governa
Omarosa assegura estar preparada para prestar o seu testemunho sobre o que sabe em relação à influência russa nas eleições presidências de 2016.

“Estou totalmente disposta e pronta para testemunhar, cooperar, ajudar a avançar com a investigação”. Antigos colaboradores de Trump a braços com a justiça Omarosa afirmou, no entanto, que não foi contactada pelo Comité do Congresso, mas que tem colaborado com o procurador Robert Mueller, que lidera a investigação sobre a interferência russa nas eleições, à qual Donald Trump se refere como uma “caça às bruxas”.

Um eventual processo de destituição (impeachment, em inglês) voltou a estar na ordem do dia depois do ex-advogado de Trump, Michael Cohen, se assumir como culpado de vários crimes de evasão fiscal, de violar da lei de financiamento na campanha eleitoral de 2016 a pedido do “candidato”, o actu
mental oficial o deu como morto”, referiu o capitão William Urban.

O mesmo porta-voz admitiu que os EUA não sabem “onde está Abu Bakr al-Baghdadi neste momento”, mas adiantou: “Continua a ser alguém que nos interessa remover do campo de batalha.” Baghdadi, que se auto-proclamou chefe de todos os muçulmanos em 2014, após a captura de Mossul pelo Daesh, estará agora escondido algures no deserto junto à fronteira entre Síria e Iraque, acreditam vários analistas militares.

As únicas imagens que existem do líder terrorista islâmico datam dessa altura, a 29 Junho de 2014, quando anunciou o regresso do califado, na mesquita de Mossul. Nesta mensagem divulgada esta semana, al-Baghdadi diz que “para os crentes mujahidins, a dimensão da vitória ou da derrota não depende da contabilidade das cidades que são tomadas, da superioridade aérea, dos mísseis intercontinentais, das bombas inteligentes ou quantidade de seguidores. A verdadeira escala da vitória depende da fé que os crentes têm”.