Uma boa ideia

A nova política do livro proposta pelo Ministério da Educação, de que tive conhecimento apenas pelas notícias, parece-me bem. Explico-me: gosto da ideia de integrar novos agentes económicos e sociais no processo de educação, já que novos editores poderão entrar em cena, desde que isso não retire ao Estado o seu papel no provimento de instrução gratuita.

POR:José Kaliengue

Por outro lado, gosto da ideia, em parte, claro, e apenas assim porque há aspectos de unidade nacional a salvaguardar, e de se diferenciar aspectos por regiões. Um menino do Virei deve aprender com o ambiente que o envolve. Tal como um menino de Cabinda ou um das chanas do Leste. Os meninos aprenderão mais facilmente se o ensino for ilustrado com aquilo que conhecem, tocam, que faz parte da sua vida e vivência. Por isso defendo também um ensino mais inserido no meio, não sou totalmente contra as escolas ao ar livre, o problema maior, do meu ponto de vista, está na falta de capacidade dos professores para aproveitarem o “postal” e transformar tudo em aprendizagem das matérias, de socialização e até ecológica. A ideia de “encafuar” dezenas de meninos em salas (agora os colégios anunciam o ar-condicionado como vantagem) e ensinar-lhes uma matéria indiferenciada de cabinda ao Cunene é coisa de outro tempo, lá bem no passado